WASHINGTON — O juiz federal Christopher Cooper suspendeu nesta terça-feira (15) a tentativa de incluir o nome de Donald Trump no memorial dedicado a John F. Kennedy, assassinado em 1963. A decisão também impede, por enquanto, que o conselho do Kennedy Center rebatize a praça da instituição como “Praça Presidente Donald J. Trump”.
Horas depois, o conselho de curadores aprovou o fechamento do principal centro de artes cênicas de Washington para reformas. O colegiado é formado por indicados de Trump e tem o próprio presidente dos Estados Unidos como presidente. A decisão foi tomada pouco depois da ordem judicial, conforme uma pessoa a par do assunto.
Disputa judicial e obras
Cooper afirmou que o conselho não pode instalar no Kennedy Center monumentos em homenagem a Trump ou a qualquer outra pessoa sem autorização do Congresso. Em maio, o juiz já havia determinado a retirada do nome do presidente, colocado na fachada após uma alteração feita em dezembro. Trabalhadores removeram a inscrição em junho, enquanto o exterior ficou coberto por andaimes e uma lona branca.
Trump apoia o plano de reformas. O conselho declarou que o edifício precisa de reparos imediatos e apresentou uma minuta segundo a qual a homenagem seria necessária para manter o compromisso do presidente com a instituição. O documento também afirma que a situação financeira do centro é grave e que, dentro de poucas semanas, não haveria recursos para cumprir obrigações com a folha de pagamento e contratos de manutenção.
Em uma publicação nesta terça-feira, Trump divulgou um vídeo que, segundo ele, mostraria corrosão e deterioração no prédio. “Já desperdiçamos mais de seis meses ‘brincando’ nos tribunais”, escreveu na Truth Social.
Mudanças no centro
Em 13 de agosto, o conselho havia aprovado a inclusão de uma homenagem a Trump e a alteração do nome da praça. Entre as dez opções estavam frases sobre o legado do presidente e seu apoio à reforma e à restauração do edifício.
A iniciativa integra a campanha de Trump para remodelar instituições de Washington. O movimento ocorreu depois que ele passou a exercer controle mais direto sobre o Kennedy Center no ano passado. Artistas cancelaram apresentações, enquanto a Ópera Nacional de Washington e a National Symphony Orchestra buscaram outros locais. A receita da instituição caiu.


