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Internacional

Macron anuncia reforço militar francês para proteger Yanbu

A França enviará soldados, radares e sistemas de defesa à cidade saudita após ataques dos houthis contra alvos no mar Vermelho.

Macron anuncia reforço militar francês para proteger Yanbu
Foto: Benoit Tessier/Reuters

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen informou ter interceptado seis mísseis balísticos lançados contra Yanbu e Taif, na quinta-feira (24). Alertas sobre possíveis novos ataques foram emitidos para cidades sauditas, enquanto os houthis intensificaram ações contra áreas ligadas à exportação de petróleo.

Diante desse cenário, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que a França enviará recursos militares para proteger a infraestrutura energética de Yanbu, cidade costeira do mar Vermelho. O acordo entre os dois países foi firmado na quinta-feira (24) e prevê o envio de soldados, radares e sistemas de defesa.

Em entrevista à emissora pública France 2, Macron afirmou que a missão não terá como objetivo participar dos combates. “Não para participar de conflitos, mas para proteger esse local”, disse. O presidente também não descartou assistência militar adicional caso a situação se altere.

Risco às rotas de petróleo

Os ataques dos houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, passaram a ameaçar a capacidade saudita de enviar petróleo pelos portos do mar Vermelho. No início deste mês, os rebeldes tomaram do governo apoiado pela Arábia Saudita o porto de Mokha, assumindo o controle da costa oeste do Iêmen e do estreito de Bab el-Mandeb, ligação entre o mar Vermelho e o Golfo de Áden.

A rota ganhou importância para os sauditas enquanto o estreito de Hormuz permanece congestionado. O canal é uma passagem internacional relevante para o transporte de petróleo e gás e ficou efetivamente bloqueado após a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, há mais de seis meses.

Macron apresentou o envio como parte dos esforços franceses para preservar a segurança energética e contribuir para a redução dos preços do gás. A guerra civil do Iêmen opõe os houthis ao governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita há mais de uma década. Uma trégua obtida em 2022 foi seguida por nova escalada do conflito.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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