O Kremlin informou nesta segunda-feira (28) que a China não alterou sua decisão de não participar de negociações trilaterais sobre controle de armas com Rússia e Estados Unidos. A posição foi apresentada por Dmitry Peskov ao ser questionado sobre uma proposta do presidente americano, Donald Trump.
Pequim sustenta que seu arsenal nuclear é muito menor que o mantido por Rússia e Estados Unidos e, por isso, considera desnecessário integrar esse processo. Peskov afirmou que a China já comunicou essa posição repetidamente.
O porta-voz também disse que o diálogo bilateral entre Moscou e Washington está atrasado. Na avaliação dele, uma eventual retomada exigirá tempo e discussões cuidadosas entre especialistas. “Trata-se de uma questão tão complexa que exige negociações muito longas e meticulosas entre especialistas”, declarou aos repórteres.
Peskov acrescentou que as conversas deveriam ter sido retomadas “ontem”. A Rússia tem afirmado que pretende reconstruir as relações com os Estados Unidos, que se deterioraram profundamente. As divergências sobre o conflito na Ucrânia, porém, têm impedido até agora uma mudança significativa nos vínculos entre os dois países.


