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Internacional

Planilha atribuída a hackers expõe funções sensíveis de funcionários do FBI

Arquivo com dados pessoais relaciona agentes a operações sobre China, Rússia, Irã, Hezbollah, vigilância e inteligência humana.

Planilha atribuída a hackers expõe funções sensíveis de funcionários do FBI
Foto: REUTERS/Nathan Howard

Uma planilha atribuída ao grupo de hackers ShinyHunters expõe dados pessoais e funções de funcionários do FBI ligados a áreas sensíveis, como operações relacionadas à China, Rússia, Irã, Hezbollah, vigilância e inteligência humana. O arquivo tem cerca de 5 mil linhas e inclui nomes, endereços, telefones, datas de nascimento, números de Previdência Social e contatos de emergência de milhares de servidores.

O FBI informou que tomou conhecimento da alegação de que criminosos cibernéticos comprometeram o portal FBIJobs.gov e obtiveram informações pessoais de funcionários. A agência afirmou que ainda não determinou a causa do possível vazamento e que investiga o caso.

Entre os registros, 14 funcionários aparecem associados a atividades envolvendo a China. A planilha menciona unidades voltadas a empresas criminosas chinesas, transferência de tecnologia e inteligência. Outros nove servidores são relacionados a funções sobre a Rússia, incluindo dois integrantes da Russia Operations Section e um funcionário ligado a ameaças contra infraestrutura e tecnologia russas.

Também há três pessoas vinculadas a atividades de inteligência com foco no Irã ou no Hezbollah. Outros 18 funcionários aparecem em funções ligadas à interceptação de dados e telecomunicações, operações técnicas clandestinas, acesso encoberto e vigilância por vídeo, áudio ou meios eletrônicos. A planilha ainda identifica 11 servidores associados à HUMINT, sigla em inglês para inteligência obtida de fontes humanas.

Verificação e possíveis riscos

A autenticidade de toda a planilha não foi confirmada. Informações de mais de 22 pessoas foram verificadas individualmente por meio de registros de crédito e dados de vazamentos anteriores obtidos pela District 4 Labs. Os dados profissionais de oito pessoas também foram comparados com processos judiciais, perfis públicos e publicações em redes sociais. Ainda assim, não foi possível confirmar se todas as funções atribuídas são verdadeiras ou estão atualizadas.

Eric O’Neill, ex-agente de contrainteligência do FBI, afirmou que os dados poderiam interessar a serviços de inteligência estrangeiros. Trevor Hilligoss, ex-investigador do Exército dos Estados Unidos que trabalhou com o FBI, destacou o risco associado à identificação de funcionários de inteligência humana. Segundo ele, a exposição também pode atingir cônjuges ou filhos incluídos nos contatos de emergência.

A ShinyHunters afirmou ter invadido sistemas do FBI e roubado dados de funcionários atuais e antigos. O grupo disse que possui outros arquivos, incluindo documentos sobre verificação de funcionários e candidatos, contratação de investigações de antecedentes e dados médicos sensíveis de agentes. Não foi possível verificar o conteúdo adicional.

O grupo declarou que mantém as informações para pressionar o FBI a retirar uma declaração feita em maio sobre os hackers. A agência havia afirmado que a ShinyHunters, em algumas ocasiões, exagerou alegações sobre acesso a informações sensíveis ou pessoais para pressionar vítimas a pagar. Os hackers negam que as ameaças sejam falsas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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