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Economia

Banco Central prevê PIB menor em 2027 e reduz estimativa para este ano

Relatório do BC projeta crescimento de 1,4% em 2027 e inflação acima do centro da meta de 3% até o fim do período analisado.

Banco Central prevê PIB menor em 2027 e reduz estimativa para este ano
Foto: Folhapress

O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e projetou expansão de 1,4% em 2027. As estimativas estão no relatório de política monetária divulgado nesta quinta-feira (24).

A projeção para 2027 ficou abaixo da calculada pelo Ministério da Fazenda, que prevê avanço de 2,3% para a economia no próximo ano. O número do governo foi revisado para baixo nesta semana. Já a previsão do Banco Central está próxima da estimativa dos economistas consultados no boletim Focus, que apontou alta de 1,43% para o PIB em 2027.

A revisão para este ano considera os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que apontam perda de força da atividade, além de uma composição menos favorável do crescimento observado no segundo trimestre. Para 2027, o Banco Central levou em conta a permanência dos juros em patamar elevado, a baixa ociosidade dos fatores de produção, as incertezas no cenário externo e a redução dos estímulos fiscal e creditício.

“Espera-se, ainda, contribuição mais limitada da agropecuária e da indústria extrativa para o crescimento”, afirmou o Banco Central.

A desaceleração da economia ocorre em um contexto de juros altos por período prolongado, usados pelo Banco Central para conduzir a inflação à meta. Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic pela quinta vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

Em sua ata, o comitê registrou sinais graduais de impacto da política monetária sobre a atividade e desaceleração do crédito bancário com recursos livres nas operações de prazo mais longo. Também mencionou a expansão do crédito direcionado, que tem juros menores que os das modalidades negociadas livremente entre bancos e clientes.

O relatório indica que a inflação não deve alcançar o centro da meta, de 3%, antes de 2029. Para o primeiro trimestre de 2028, horizonte considerado relevante para as decisões atuais de política monetária, a expectativa é de 3,2%. No primeiro trimestre de 2029, a projeção recua para 3,1%.

O Banco Central elevou de 79% para 90% a probabilidade de o IPCA superar o limite superior da meta neste ano. Para 2027, essa chance passou de 28% para 33%. No regime de meta contínua, a meta é considerada descumprida quando a inflação acumulada permanece por seis meses seguidos fora do intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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