O Irã poderá ampliar o conflito até o Oceano Índico caso os Estados Unidos realizem novos bombardeios contra o país, afirmou nesta quinta-feira (24) Yahya Rahim Safavi, conselheiro do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
Em um vídeo divulgado pela agência Fars, Safavi disse que a frente de combate pode avançar além das áreas já envolvidas. “É possível que, em resposta a uma eventual guerra, esta frente se estenda ainda mais, até o Oceano Índico, ou além”, declarou.
Disputa regional
O conflito se estendeu do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz ao Mar Vermelho, onde os Houthis combatem forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita. Nas últimas semanas, o grupo tomou a costa do Iêmen e passou a controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, ligação entre a Ásia e a Europa pelo Canal de Suez.
O Irã fornece apoio militar aos Houthis, mas nega participação na nova frente de combate. O grupo é descrito como terrorista no texto, que também informa que Teerã já havia ameaçado ampliar a guerra se Washington retomasse os ataques.
A menção ao Oceano Índico foi feita pela primeira vez por um conselheiro do líder supremo. Na região fica a base militar anglo-americana de Diego Garcia, localizada a quase 4.000 quilômetros das costas iranianas em linha reta.
Estados Unidos e Irã também disputam o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde transitavam, antes da guerra, quase 20% do petróleo mundial.
As negociações entre os países estão paralisadas desde que um protocolo de acordo não foi concluído. Representantes de Washington e Teerã se reuniram nesta semana à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O Irã apresentou sete condições, incluindo a suspensão das sanções econômicas e a liberação de ativos congelados no exterior. Na terça-feira, Hosein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária, citou também o fim das hostilidades no Iêmen.


