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Internacional

Rússia ameaça responder com armas nucleares a ações contra Kaliningrado

Moscou advertiu Reino Unido e Otan que qualquer ataque ao território russo poderá receber resposta com todo o arsenal disponível.

Rússia ameaça responder com armas nucleares a ações contra Kaliningrado
Foto: AFP

A Rússia advertiu que poderá usar armas nucleares contra qualquer ação militar do Reino Unido ou da Otan dirigida a Kaliningrado, exclave russo situado entre a Polônia e a Lituânia. O aviso foi emitido pela embaixada russa em Londres e repetido pelas representações de Dublin e Bruxelas.

A ameaça ocorre em meio à crise envolvendo a região, que foi território alemão até 1945 e passou à União Soviética. Kaliningrado ficou isolada do restante da Rússia após a independência dos Estados Bálticos e de Belarus, em 1991.

“Qualquer ação militar pelo Reino Unido ou a Otan contra território russo encontrará uma resposta com todos os meios disponíveis à Rússia, incluindo armas nucleares”, afirmou a embaixada russa.

Disputa em torno de Kaliningrado

Duas semanas antes, o chanceler polonês, Radoslav Sikorski, havia sugerido que a Otan realizasse exercícios militares perto de Kaliningrado. A proposta, segundo o texto divulgado, teria como objetivo levar a Rússia a reforçar suas tropas na região e desviar sua atenção da Guerra da Ucrânia.

Na terça (29), a mídia lituana também divulgou um documento informal enviado por Moscou à Otan com advertências semelhantes. A aliança confirmou ter recebido um texto, mas não comentou seu conteúdo. A porta-voz Allison Hart disse que a organização respondeu que é defensiva e que suas atividades não ameaçam a Rússia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reforçou o recado nesta quarta-feira (30). Ele afirmou que os diplomatas russos procuram lembrar os “cabeças quentes” da Europa sobre os documentos de política de defesa do país.

Peskov se referia à doutrina nuclear revisada por Vladimir Putin em 2024. O documento ampliou os cenários em que Moscou se reserva o direito de empregar armas atômicas e prevê essa possibilidade diante de um ataque convencional considerado risco existencial para a Rússia ou Belarus.

A região já esteve no centro de uma crise em 2022, quando a Lituânia proibiu a passagem de trens russos para Kaliningrado por seu território e depois recuou diante de ameaças de Moscou. Em agosto, a Otan realizou um exercício com 25 aeronaves nas proximidades do espaço aéreo da região.

O então comandante das forças americanas na Europa, general Christopher Donahue, afirmou no ano passado, durante uma conferência na Alemanha, que havia um plano para tomar Kaliningrado rapidamente.

Guerra e ataques na Ucrânia

A troca de acusações entre Rússia e Otan ocorre enquanto a Guerra da Ucrânia continua. Nesta madrugada de quarta, ataques russos com drones e mísseis atingiram a infraestrutura energética de Kiev e áreas próximas à capital. Ao menos 5 pessoas morreram e 14 ficaram feridas.

O presidente Volodimir Zelenski disse que os ataques antecedem a campanha de inverno do Hemisfério Norte. A ação atingiu Kiev com fumaça e também danificou uma embaixada ocidental, atingida por destroços de drones. Voos no leste da Polônia foram suspensos durante os ataques, e um avião-robô caiu em Moldova.

As forças ucranianas, por sua vez, mantiveram ataques com drones contra refinarias. Uma unidade foi atingida na região de Samara, e uma pessoa morreu em Briansk.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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