O Kremlin rejeitou a acusação da Estônia de que serviços de segurança russos encomendaram o incêndio na Milrem Robotics, empresa estoniana de defesa. O porta-voz Dmitry Peskov classificou a denúncia como “infundada” e negou qualquer envolvimento russo no caso.
A declaração ocorreu depois de o primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, afirmar que uma investigação do Serviço de Segurança Interna da Estônia (KAPO) concluiu que o fogo foi provocado intencionalmente. O incêndio atingiu a empresa na madrugada de 15 de agosto.
Acusações sem evidências divulgadas
As autoridades estonianas não apresentaram publicamente as evidências usadas para sustentar a acusação. O governo justificou a decisão pelo caráter confidencial das informações produzidas pelos serviços de segurança.
Segundo a Estônia, o episódio segue um padrão observado em outros atos de sabotagem realizados em nome da Rússia na Europa. A Milrem Robotics fornece veículos terrestres não tripulados à Ucrânia em meio à guerra contra a Rússia.
Peskov afirmou que as declarações estonianas “não têm absolutamente nenhuma relação com a realidade” e disse que o Kremlin não poderia levá-las a sério. O governo russo também negou a responsabilidade atribuída por outros países em episódios recentes.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, declarou que o caso era “extremamente grave” e que a Suécia apoiava integralmente a Estônia.
Reação da Otan
A acusação estoniana ocorreu após a Alemanha atribuir à Rússia, no início do mês, um incidente com um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig. O caso foi apresentado de forma retroativa.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta terça-feira (29) que a campanha russa de sabotagem e interferência na Europa não conseguiu reduzir o apoio europeu à Ucrânia. Para ele, a Rússia tenta enfraquecer a determinação dos países aliados, mas fracassa tanto no campo de batalha na Ucrânia quanto na tentativa de dividir os aliados e interromper o suporte ao país.


