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Internacional

Drones suspeitos sobrevoam instalações estratégicas em 20 países europeus

Levantamento do IISS registra incidentes em aeroportos, bases militares e estruturas vitais em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.

Drones suspeitos sobrevoam instalações estratégicas em 20 países europeus
Foto: Dhara Pereira/Arte g1

A sequência de avistamentos de drones sobre aeroportos, bases militares e estruturas essenciais levou o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) a avaliar que a Europa enfrenta uma campanha coordenada de drones. Ao menos 20 países europeus registraram incidentes relacionados ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026, foram identificados casos em 13 países da Otan e na Irlanda. A Alemanha concentrou 58 avistamentos, seguida por Bélgica, com 25, Dinamarca, com 16, e Holanda, com 9. França teve 8 registros; Reino Unido e Noruega, 7 cada; Finlândia e Suécia, 4; Irlanda e Espanha, 2; República Tcheca e Polônia, 1 cada.

O governo britânico informou ainda ter contabilizado 266 incidentes com drones em suas bases apenas em 2025. Os aparelhos também foram vistos sobre aeroportos em Alemanha, Dinamarca, Noruega e Bélgica, incluindo instalações em Berlim, Munique, Copenhague e Bruxelas. Entre setembro e outubro de 2025, alguns desses episódios interromperam operações e afetaram a aviação comercial.

Violações do espaço aéreo

O caso de maior gravidade ocorreu na Polônia, onde caíram dezenas de drones durante um ataque aéreo russo contra a Ucrânia. O episódio provocou uma reunião de emergência da Otan. Em setembro de 2025, caças poloneses foram acionados para derrubar 19 drones russos que haviam entrado no espaço aéreo do país.

Na Alemanha, um drone com explosivos e um detonador foi encontrado na área de um aeroporto. O governo alemão acusou a Rússia de lançar o dispositivo após analisar a tecnologia empregada.

A Romênia informou que um drone russo atingiu um prédio civil em Galati, deixou dois feridos e provocou um incêndio em maio de 2026. Em fevereiro, o país havia mobilizado jatos contra projéteis que entraram em seu espaço aéreo.

A Estônia acusou a Ucrânia após jatos da Otan serem mobilizados para derrubar um drone invasor em maio de 2026. Em setembro de 2025, o governo estoniano havia acusado a Rússia de invadir seu espaço aéreo com três caças.

Também houve registros na Moldávia, Finlândia, Bulgária, Croácia, Letônia e Lituânia. A Moldávia relatou a entrada de seis drones russos em novembro de 2025. Na Finlândia, um drone ucraniano carregado caiu em março de 2026, e Kiev pediu desculpas. Na Bulgária, um drone explodiu perto de um vilarejo em agosto de 2026, sem feridos.

Instalações militares e infraestrutura

Drones não identificados penetraram perímetros de bases na Alemanha, França, Reino Unido e Dinamarca, inclusive em instalações que abrigam armas nucleares dos Estados Unidos. Também foram registrados episódios envolvendo estações de energia, gasodutos, cabos submarinos e navios comerciais, além de explosões em áreas civis.

O IISS classificou a sequência como uma forma de guerra não convencional atribuída a Vladimir Putin contra países europeus. Governos europeus e a Otan usam a expressão guerra híbrida para definir ações russas que ultrapassariam o combate convencional e buscariam pressionar, intimidar ou desestabilizar países sem configurar claramente uma guerra aberta.

A Otan é uma aliança militar formada por 32 países, criada em 1949 durante a Guerra Fria para garantir a segurança de seus membros por meio de um pacto de defesa mútua.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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