A Rússia afirmou ter abatido 1.110 drones ucranianos neste domingo, em uma onda de ataques que atingiu diferentes áreas do país, a Crimeia e as águas do Mar Negro. Centenas dos lançamentos foram direcionados a Moscou, no terceiro e último dia das eleições parlamentares russas.
Na região metropolitana da capital, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas, informou o governador local, Andrei Vorobyov. As vítimas fatais eram um homem de 74 anos e uma mulher de 44 anos.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, classificou o episódio como o maior ataque de drones já registrado na cidade. Segundo ele, a Refinaria de Petróleo de Moscou e um prédio residencial foram danificados. Sobyanin afirmou que a ofensiva buscava perturbar as eleições, mas declarou: “O inimigo falhou nesse aspecto”.
Kiev reivindica ataques a instalações russas
O Ministério da Defesa da Rússia informou o número total de drones abatidos em território russo, sobre a Crimeia — anexada pela Rússia — e no Mar Negro. A Ucrânia declarou que suas ações têm como alvo estruturas ligadas à capacidade militar russa.
O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que Kiev empregou diferentes tipos de mísseis e drones contra instalações petrolíferas e logísticas. Entre os armamentos citados estão os mísseis Flamingo e Pelican, fabricados na Ucrânia. “São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra”, disse Zelenskyy ao se referir ao impacto financeiro esperado sobre a economia russa.
Zelenskyy também relatou ataques russos em território ucraniano. No sábado, um drone atingiu um mosteiro na região de Kherson, matou um membro do clero e feriu quatro pessoas. Na noite do mesmo dia, um ataque contra Kiev matou duas crianças e a mãe delas, segundo Tymur Tkachenko, chefe da administração estatal regional. Outra criança ferida morreu no hospital no domingo.
Conversa entre Zelenskyy e Trump
Em outra publicação, Zelenskyy disse ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois teriam concordado em se encontrar na próxima semana, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
A ofensiva ocorreu no último dia da primeira eleição parlamentar russa em tempos de guerra. Também houve votações nas quatro regiões ucranianas anexadas por Moscou após o início do conflito, além da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Kiev denunciou essas votações como ilegais.


