SÃO PAULO — São Paulo aparece na 292ª posição do Índice Global de Cidades 2026, elaborado pela Oxford Economics. A lista reúne cidades e regiões metropolitanas de diferentes países e avalia cinco dimensões: governança, economia, capital humano, meio ambiente e qualidade de vida.
A relação inclui outras localidades brasileiras. Brasília ficou em 335º lugar; Campinas, em 463º; e o Rio de Janeiro, em 487º. A classificação também reúne Florianópolis, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, São Gonçalo, Ribeirão Preto, Baixada Santista, São José dos Campos e Sorocaba, entre outras cidades e regiões metropolitanas.
As cidades no topo
Nova York lidera o índice, seguida por Londres e Paris. Seattle ocupa a quarta colocação, à frente de São Francisco, Dublin, Boston, San José, Tóquio e Zurique.
A Oxford Economics considera que as cidades mais bem avaliadas combinam capacidade de atrair pessoas, oferta cultural, condições urbanas e liderança em mudanças tecnológicas. O capital humano mede os conhecimentos, o grau de educação e a diversidade da população.
Boston, na sétima posição geral, tem avaliação elevada nesse quesito pela concentração de faculdades e universidades. A cidade também transformou parte da riqueza associada à economia do conhecimento em espaços públicos, como o Rose Kennedy Greenway e os Museus de Arte de Harvard.
Dublin, sexta colocada, conta com uma força de trabalho qualificada e instituições como o Trinity College Dublin. Londres ocupa a primeira posição em capital humano, e cerca de 40% de seus moradores nasceram no exterior. A diversidade aparece também na alimentação da cidade, em locais como Brick Lane e Borough Market.
Cultura e qualidade de vida
Paris, terceira colocada no resultado geral, tem avaliação elevada em qualidade de vida. A cidade reúne cerca de 130 museus; 11 instituições municipais oferecem entrada gratuita para as coleções permanentes desde 2001, sem restrição de nacionalidade ou país de residência.
Seattle, na quarta posição, é destacada por suas instalações de arte e pela trajetória do movimento musical grunge, associado a bandas como Nirvana e Pearl Jam. O Parque Waterfront tem oito hectares e substituiu uma rodovia demolida por um calçadão com píeres comunitários e ciclovias.
Ambiente e inovação
Londres também apresenta bons resultados ambientais. Entre as políticas citadas estão o pedágio urbano e a Zona de Ultra Baixa Emissão, associadas à redução do trânsito e da poluição. São Francisco é mencionada pela rede de transporte, que reduz a dependência de carros e contribui para emissões mais baixas e boa qualidade do ar.
Dublin aparece ainda entre as cidades com iniciativas climáticas, que incluem a meta de alcançar neutralidade climática até 2030.
San José, oitava colocada, tem o maior PIB per capita da pesquisa, em parte pela presença de empresas como Alphabet (Google), Apple e Nvidia no Vale do Silício. Em São Francisco, carros sem motoristas já fazem parte do transporte diário.
Tallinn, capital da Estônia, foi incluída entre as cidades a serem observadas por causa do crescimento de sua indústria de tecnologia e da adoção de inteligência artificial. Entre os projetos citados está a Ferrovia Báltica, planejada para conectar as viagens ferroviárias dos países bálticos até 2030, com energia 100% renovável e comunicação 5G.
Além de São Paulo, o levantamento lista cidades brasileiras em posições que vão de Brasília, em 335º, a Teresina, em 905º. A relação inclui ainda Manaus, Natal, Campo Grande, Cuiabá, Belém, Aracaju, Recife, João Pessoa, Grande São Luís, Salvador e Maceió.


