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Internacional

Seul defende negociação gradual com Pyongyang e aposta em retorno do diálogo com Trump

Lee Jae-myung quer trocar alívio de sanções por suspensão de novos projetos nucleares e de mísseis da Coreia do Norte.

Seul defende negociação gradual com Pyongyang e aposta em retorno do diálogo com Trump
Foto: Reuters

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, defende que os Estados Unidos retomem as negociações com a Coreia do Norte a partir de um acordo limitado: alívio de sanções em troca do congelamento de novos programas militares de Pyongyang. A proposta prevê interromper o desenvolvimento de armas nucleares e da tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais.

Lee afirma que a desnuclearização completa não é uma meta viável nas condições atuais. "Por mais desagradável que o acordo possa parecer, o mundo não tem uma alternativa realista", disse o presidente em entrevista na sexta-feira (18).

A estratégia seria estabelecer o congelamento, ampliar a confiança entre as partes com incentivos e concessões recíprocos e, posteriormente, tentar reduzir o arsenal nuclear norte-coreano. O objetivo final, segundo Lee, seria criar condições para que Pyongyang se sentisse segura sem essas armas.

Aposta em Trump

O presidente sul-coreano considera Donald Trump o único líder capaz de levar Kim Jong-un de volta à mesa de negociações. Autoridades da Coreia do Sul avaliam que Trump poderia ajudar a obter um tratado de paz para a Guerra da Coreia, que não terminou formalmente, além de normalizar as relações entre Washington e Pyongyang.

Analistas questionam a possibilidade de um acordo substancial. Lee, porém, argumenta que a manutenção do impasse é arriscada enquanto a Coreia do Norte amplia seu arsenal. "Buscar a desnuclearização nas circunstâncias atuais", afirmou, "é a garantia de que nada será alcançado."

A avaliação sul-coreana ocorre em um cenário de maior aproximação entre Pyongyang, Moscou e Pequim. A Coreia do Norte apoiou a guerra da Rússia na Ucrânia, recebeu tropas e armas e inaugurou uma ponte na fronteira russa, além de estar prestes a abrir outra com a China. Os conflitos na Ucrânia e no Irã, segundo Lee, reforçaram a determinação norte-coreana de expandir sua capacidade nuclear.

O diálogo entre as duas Coreias também se enfraqueceu. Pyongyang demoliu estradas e ferrovias que ligavam os países e instalou campos minados e outras barreiras na fronteira. Com isso, Seul perdeu a capacidade de atuar como intermediária entre Kim e Trump, função que exerceu ao ajudar a organizar três reuniões de cúpula durante o primeiro mandato do presidente americano.

Lee disse que a Coreia do Norte pode produzir, ou já estar produzindo, de 10 a 20 armas nucleares adicionais por ano. Para ele, a acumulação de armas e mísseis pode levar o regime a exportá-los para obter dinheiro, criando um momento de grande risco.

A proposta será apresentada durante a visita de Lee a Nova York, onde ele falará à ONU sobre paz e coexistência na Península Coreana. O presidente também busca reduzir tensões comerciais com Trump. Negociadores sul-coreanos trabalham para implementar um acordo pelo qual Seul concordou em investir US$ 350 bilhões (R$ 1,7 trilhão) nos Estados Unidos em troca de tarifas menores sobre produtos sul-coreanos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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