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Internacional

Trump defende fuzilamento de ex-militar condenado por ataque em Fort Hood

Nidal Hasan foi condenado à morte por matar 13 pessoas; execução está marcada para 3 de dezembro e poderá ser transmitida ao vivo.

Trump defende fuzilamento de ex-militar condenado por ataque em Fort Hood
Foto: Eric Lee/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que Nidal Hasan, ex-militar condenado à morte pelo ataque na base de Fort Hood, no Texas, merece ser executado por fuzilamento. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro, com possibilidade de transmissão ao vivo.

Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir dezenas durante o atentado. Em um evento na Casa Branca, Trump chamou o ex-militar de maníaco e disse que ele matou e feriu muitas pessoas. Na mesma declaração, o presidente mencionou 14 soldados mortos.

Execução poderá ser acompanhada pelo público

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou na quinta-feira (8) que o Exército garantirá ao público a possibilidade de acompanhar a execução. Ainda não foi esclarecido se haverá espectadores no local ou se o procedimento será transmitido pela internet ou pela televisão.

Hegseth disse, em entrevista ao canal Real America’s Voice, que a exposição pública teria o objetivo de mostrar que crimes desse tipo têm consequências graves nos Estados Unidos. Ao ser questionado sobre um eventual pedido final de Hasan ou sobre contato com o governo Trump, respondeu: “Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.”

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou a transmissão ao vivo de um fuzilamento como uma forma de tortura. O órgão afirmou que execuções públicas constituem tratamento ou pena cruel, desumano e degradante.

Histórico das execuções nos Estados Unidos

A última execução pública nos Estados Unidos ocorreu em 1936, no Kentucky. Rainey Bethea, condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.

O caso de Hasan seria o primeiro fuzilamento militar no país desde 1945, quando o soldado Eddie Slovik foi morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial. A última execução de um militar americano ocorreu em 1961: John A. Bennett foi enforcado no Kansas depois de ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.

Apenas cinco estados — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah — autorizam o fuzilamento. Em 2025, a Carolina do Sul realizou a primeira execução pelo método no estado e a primeira nos Estados Unidos em 15 anos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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