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Internacional

Execução de Nidal Hasan poderá ser exibida ao público nos EUA

Donald Trump apoiou a transmissão do fuzilamento, mas afirmou que ainda não há decisão sobre o formato da exibição.

Execução de Nidal Hasan poderá ser exibida ao público nos EUA
Foto: Eric Lee/Reuters

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou como tortura a possibilidade de transmitir ao vivo o fuzilamento de Nidal Hasan, condenado pela morte de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.

O escritório do órgão afirmou que execuções públicas representam tratamento ou pena cruel, desumano e degradante. A manifestação foi enviada em mensagem sobre a proposta de exibir a execução do ex-militar.

A pena está marcada para 3 de dezembro e deverá ser aplicada por um pelotão de fuzilamento. Ainda não foi definido se haverá espectadores no local ou se o procedimento será transmitido pela internet ou pela televisão.

Apoio de Trump

Donald Trump autorizou pessoalmente a execução nesta semana. A Constituição dos Estados Unidos exige essa autorização para procedimentos contra militares ou ex-militares.

Ao ser questionado pela jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, sobre a transmissão ao vivo, Trump respondeu: “Eu aprovo, com certeza”. O presidente acrescentou, porém, que nenhuma decisão havia sido tomada sobre a forma de exibição.

Mais cedo, Trump chamou Hasan de “maníaco” e disse que ele merece morrer por fuzilamento. Em outra declaração, afirmou que o condenado matou e feriu muitas pessoas.

Na quinta-feira (8), o secretário de Guerra, Hegseth, disse que o Exército garantiria ao público a possibilidade de acompanhar a execução. Em entrevista ao canal de TV Real America's Voice, ele afirmou que a exposição serviria para mostrar que crimes desse tipo têm consequências graves nos Estados Unidos.

Questionado sobre um eventual pedido final de Hasan ou sobre contato com o governo Trump, Hegseth respondeu: “Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro”.

Histórico do método

O caso seria o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945. O último ocorreu com o soldado Eddie Slovik, morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial.

A última execução de um militar americano ocorreu em 1961. John A. Bennett foi enforcado no Kansas depois de receber condenação por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.

O fuzilamento é autorizado em cinco estados: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah. Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução pelo método, que não era usado nos Estados Unidos havia 15 anos.

A última execução pública no país havia ocorrido em 1936, no Kentucky. Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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