O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu nesta segunda-feira (21) uma nova enquete para escolher um nome substitutivo para a inteligência artificial. Publicado em seu perfil no Truth Social, o formulário apresenta as opções “Super Inteligência” e “Inteligência Superior”, nas traduções para o português.
A iniciativa é a segunda pesquisa feita por Trump sobre o termo. No domingo (20), ele havia consultado os seguidores com a mesma pergunta, mas a enquete incluía também a alternativa “Inteligência Exterma”. O presidente não informou como uma eventual mudança seria implementada, nem indicou possíveis efeitos sobre o desenvolvimento ou o uso da tecnologia.
Na primeira publicação, Trump afirmou que a expressão inteligência artificial não seria adequada e a classificou como “pouco eloquente”. A tecnologia existe há pelo menos 80 anos e reúne soluções capazes de realizar funções avançadas por meio de computadores e máquinas. Entre suas aplicações estão a análise de dados, a elaboração de previsões e recomendações, a tradução e a criação de conteúdos.
A nova enquete foi publicada enquanto aumentam os alertas sobre os riscos do avanço acelerado da inteligência artificial. No fim de semana passado, dois pesquisadores ligados à Anthropic disseram que o desenvolvimento rápido da tecnologia poderia levar à extinção da humanidade em um futuro não muito distante.
Trump já havia criticado os pedidos para que as empresas reduzissem o ritmo de desenvolvimento dos sistemas. Segundo ele, uma desaceleração favoreceria a China, principal rival geopolítico dos Estados Unidos e concorrente direto na corrida tecnológica.
Outras propostas para a área
Também ontem, Trump afirmou que está criando uma “Força de IA” para supervisionar a regulamentação do setor e que nomeará em breve um “czar” da IA. Ele não informou quem ocupará a função.
Na segunda-feira passada, o presidente comparou os riscos da inteligência artificial às previsões sobre as mudanças climáticas e chamou as duas questões de “farsa”. Trump escreveu que os alertas sobre a possibilidade de a IA destruir o mundo e as críticas à construção de data centers partiriam das mesmas pessoas que antes diziam que o planeta seria “extinto” pelas mudanças climáticas.
Ele também afirmou que essas pessoas seriam “revolucionários” que defenderiam uma “causa ruim e maligna”.

