NOVA YORK — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que o Irã não terá uma arma nuclear e que pode ordenar a destruição da República Islâmica caso não haja um acordo. Ele disse que pretende tentar uma negociação logo após as eleições.
Trump apresentou duas alternativas para o futuro iraniano: um entendimento que permita ao país reconstruir sua economia e sua posição no Oriente Médio ou uma ação contra o governo de Teerã. “Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições”, declarou.
Exaltação dos Estados Unidos
Ao longo da fala, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos alcançaram níveis históricos de empregabilidade, investimento estrangeiro, combate à imigração ilegal e redução da pobreza. Também disse que o país é “o melhor e mais poderoso do mundo”.
Trump afirmou ainda que os problemas enfrentados pelos Estados Unidos têm impacto internacional e que o mundo estaria sendo impulsionado por um país mais forte. Entre as declarações feitas no discurso, disse que, dois anos atrás, os Estados Unidos estavam mortos e agora eram o país mais disputado do mundo. Algumas dessas afirmações já haviam sido contestadas anteriormente.
O presidente também mencionou os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel, em referência à política americana de guerra ao terror.
Falas antes do discurso
Antes de Trump, Lula afirmou que o Brasil não vai terceirizar a responsabilidade de combater grupos criminosos brasileiros e disse ter entregue uma proposta ao presidente dos Estados Unidos. Na fala, declarou que não são necessários porta-aviões para vigiar as águas brasileiras.
O discurso ocorre durante a crise enfrentada pela ONU, marcada por ataques à legitimidade da organização, cortes de verba e perda de credibilidade. Desde o retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump criticou a instituição em várias ocasiões e criou o Conselho da Paz, órgão internacional apresentado como rival da ONU.
A organização pretende usar sua 81ª Assembleia Geral para fazer um apelo pela própria sobrevivência. A situação diplomática entre Brasil e Estados Unidos também é descrita como alterada por iniciativas do governo Trump relacionadas às eleições presidenciais brasileiras, previstas para outubro.


