São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

Trump condiciona segurança no Hemisfério Ocidental ao uso de força militar

Em discurso na ONU, presidente americano também defendeu a guerra contra o Irã e criticou o regime cubano.

Trump condiciona segurança no Hemisfério Ocidental ao uso de força militar
Foto: Mike Segar/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na Assembleia-Geral das Nações Unidas que Washington poderá empregar força militar para proteger interesses considerados vitais no Hemisfério Ocidental. A declaração foi feita nesta terça-feira (23), durante o primeiro dia do Debate Geral.

Trump disse que os cartéis representam uma ameaça à civilização e comparou os grupos ao Estado Islâmico. Para justificar a possibilidade de ação militar, declarou: “Os Estados Unidos não permitirão mais que ameaças ao país ganhem espaço em qualquer parte do Hemisfério Ocidental”.

O presidente americano afirmou ainda que a Venezuela dispunha de um aparato militar de ponta, mas que isso não impediu ações dos Estados Unidos. Ele disse ter designado os cartéis como organizações terroristas com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região. O Brasil e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foram citados. Em maio, o governo Trump havia designado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas.

Guerra contra o Irã

Em outro trecho do discurso, Trump tratou do conflito com o Irã, iniciado no fim de fevereiro deste ano. Disse que precisa decidir entre firmar um acordo com o país e “aniquilar a República Islâmica” rapidamente. Apesar da ameaça, afirmou acreditar que Washington e Teerã chegarão a um entendimento depois das eleições de meio de mandato, marcadas para o início de novembro.

O presidente justificou a guerra dizendo que ofereceu ao Irã todas as oportunidades para um acordo, mas que o país não poderia obter uma arma nuclear. Também voltou a atribuir a si a solução de oito conflitos ao redor do mundo.

Trump criticou a Organização das Nações Unidas e falou sobre Cuba. Segundo ele, o secretário de Estado, Marco Rubio, tenta negociar com a ilha, que enfrenta apagões em meio às sanções impostas pelo governo americano. Trump acusou o regime cubano de manter relações com grupos que classificou como radicais e citou o Partido Comunista dos EUA, a Antifa e os Socialistas Democráticos da América.

O presidente americano foi o segundo chefe de Estado a discursar no primeiro dia do Debate Geral, depois de Lula. A programação segue até a próxima segunda-feira (28). Durante sua passagem por Nova York, Trump também tem prevista uma reunião com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela. Será o primeiro encontro presencial entre os dois desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, por uma operação militar americana.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.