São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

Trump tenta transformar eleições legislativas em teste de lealdade republicana

Em Dallas, o presidente disse que republicanos precisam agir como se seu nome estivesse na cédula e ofereceu US$ 5 mil a eleitores.

Trump tenta transformar eleições legislativas em teste de lealdade republicana
Foto: Getty Images

Donald Trump pediu aos republicanos que tratem as eleições de novembro como uma extensão de sua própria campanha e reconheceu que não estará na cédula. Durante a convenção de meio de mandato do Partido Republicano, ele afirmou: "Estou pedindo que vocês finjam que meu nome está na cédula."

O encontro reuniu apoiadores vestidos com roupas vermelhas e referências ao movimento MAGA, sigla de Make America Great Again. A ausência de nomes republicanos mais moderados, entre eles a senadora Susan Collins, do Maine, reforçou a imagem de um partido concentrado na base fiel ao presidente.

A convenção não discutiu um programa oficial do partido. O objetivo foi mobilizar eleitores para impedir que os republicanos percam o controle do Congresso em novembro. O público presente e o que acompanhava o evento pela televisão parecia formado principalmente por pessoas leais a Trump, e não por moderados ou eleitores indecisos.

Sucessão republicana

O desempenho do partido sem Trump na cédula apareceu como uma das questões centrais do encontro. O presidente ainda domina a legenda, mas não há um sucessor definido capaz de mobilizar a base da mesma forma. Em entrevistas, participantes citaram o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio como possíveis nomes para a sucessão.

Trump também associou o futuro político do partido à próxima eleição presidencial, em 2028. Apesar disso, deixou claro em Dallas que não pretende deixar os holofotes e continua à frente da mobilização republicana.

Guerra e custo dos combustíveis

A guerra no Irã foi outro tema do discurso. Na quarta-feira, Trump disse que os americanos talvez tenham de esperar mais para sentir alívio nos preços dos combustíveis. Ele afirmou que o custo econômico no curto prazo seria justificável para impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.

Sobre a duração do conflito, declarou: "Acho que a guerra vai acabar logo após a eleição, porque eles não aguentam mais". A mensagem pode enfrentar resistência entre eleitores afetados pelos preços mais altos. Uma pesquisa divulgada no domingo indicou que 33% dos eleitores registrados aprovavam seu desempenho como presidente, o menor nível apontado nesse levantamento.

Pagamento condicionado à vitória

Trump apresentou ainda a promessa de pagar US$ 5 mil, cerca de R$ 25,5 mil, a cada cidadão americano adulto se os republicanos vencerem nas duas Casas do Congresso em novembro. Segundo ele, o dinheiro teria de ser gasto nos Estados Unidos.

O presidente não explicou como o programa seria executado, qual seria a origem dos recursos ou de que maneira o governo fiscalizaria os gastos. Democratas classificaram a proposta como "promessa vazia", enquanto outros questionaram sua legalidade.

Há quase 270 milhões de adultos americanos. Nesse cálculo, o pagamento custaria ao governo dos EUA cerca de US$ 1,3 trilhão, ou R$ 6,6 trilhões. A proposta foi recebida com aplausos na convenção.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.