A preferência dos eleitores dos Estados Unidos para as eleições de meio de mandato favorece os democratas por 43% a 35%, conforme levantamento realizado com 1.277 adultos. A diferença de 8 pontos percentuais é a maior vantagem do Partido Democrata registrada em pesquisas feitas neste ano.
O resultado ocorre enquanto a avaliação do presidente Donald Trump perde força dentro do próprio Partido Republicano. A aprovação entre os republicanos caiu de 82% para 73% em uma semana. No conjunto dos entrevistados, o índice de aprovação de Trump recuou de 35% para 32%, o menor de sua carreira política.
A pesquisa foi conduzida durante quatro dias e terminou no domingo (20). Entre os temas avaliados, o custo de vida aparece como um dos principais pontos de insatisfação. Apenas 17% dos participantes aprovaram a atuação presidencial nessa área. Entre os republicanos, 51% desaprovaram a condução do tema, ante 44% que a aprovaram — a primeira vez que a avaliação negativa supera a positiva dentro do partido.
Trump reassumiu a Casa Branca em janeiro de 2025 prometendo controlar a inflação e encerrar guerras no exterior. Em levantamento realizado logo após a posse, sua aprovação era de 47%.
Guerra no Irã e imigração
A insatisfação republicana com o custo de vida aumentou desde o início do conflito de Trump contra o regime iraniano, em fevereiro. No período, os preços da gasolina e do diesel subiram. Apenas 24% dos americanos aprovam a abordagem presidencial para o conflito com Teerã.
A imigração continua sendo o tema de maior apoio a Trump entre os republicanos, com 79%. Considerando todos os entrevistados, porém, 36% aprovam sua política nessa área e 55% a desaprovam. Aliados republicanos no Congresso afirmam que a campanha de deportação de migrantes irregulares pode afastar eleitores de famílias que imigraram recentemente para os Estados Unidos, incluindo grupos hispânicos.
O índice de Trump está abaixo de qualquer nível registrado por seu antecessor democrata, Joe Biden. A pesquisa também indica que uma eventual perda republicana de uma das Casas do Congresso pode dificultar a agenda presidencial nos dois últimos anos do mandato. O levantamento foi feito online, com margem de erro de 3 pontos percentuais.


