Volodymyr Zelensky pediu novas sanções contra Moscou e medidas para reduzir as receitas russas destinadas ao financiamento da guerra. Na Assembleia Geral da ONU, o presidente da Ucrânia afirmou que países que mantêm relações comerciais com a Rússia prolongam o conflito.
Zelensky também declarou que 47 países têm cidadãos envolvidos na guerra ao lado das forças russas. Entre as nações mencionadas está a África do Sul. Segundo ele, alguns estrangeiros chegam à Rússia por meio de “enganos e artimanhas” e depois são enviados ao campo de batalha.
“Quero falar diretamente a todos os representantes desses 47 países”, disse o presidente ucraniano. Ele pediu que esses governos protejam seus cidadãos e impeçam que sejam levados para outra frente de combate.
Alertas sobre expansão do conflito
Durante o discurso, Zelensky afirmou que governos europeus receberam informações de inteligência sobre possíveis intenções russas. De acordo com o presidente, essas informações indicam que Moscou poderia tentar avançar para outros países europeus, inclusive territórios da Otan.
“Há semanas, os europeus alertam que a Rússia pode ir mais longe na Europa, até mesmo em território da Otan”, afirmou.
O presidente ucraniano também citou Donetsk, Odessa e Kharkiv ao falar sobre as áreas reivindicadas pela Rússia. Segundo ele, Moscou mantém ainda reivindicações contra a Moldávia e ameaça a Polônia e os países bálticos.
Na avaliação apresentada por Zelensky, a Rússia conquistou pouco mais de 1 mil km² de território ucraniano neste ano, apesar das perdas no campo de batalha. Ele afirmou que parte dessas áreas já foi retomada pelas forças ucranianas.
Zelensky participou da Assembleia Geral na última terça (22), enquanto a guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, continua sem acordo de paz. Estados Unidos, países europeus e outras nações discutem formas de encerrar as hostilidades.


