SÃO PAULO — Márcio Chaer é lembrado pela disposição para acolher pessoas, enfrentar dificuldades e abrir caminhos profissionais. Quando um jornalista deixou Brasília, Chaer patrocinou sua mudança para São Paulo, ofereceu trabalho na Dublê, seu escritório de assessoria de imprensa, e moradia em um apartamento nos Jardins. Depois, recebeu mais dois jornalistas no mesmo espaço.
A convivência aproximou Chaer, Iúri, Ivã, Lia e Diana de uma relação descrita como familiar. A morte de Diana também é mencionada como uma perda profunda. Anos depois, os vínculos permaneceram, e o grupo passou a incluir Leo e os netos que ainda não haviam sido conhecidos.
Projeto jornalístico
Foi na Dublê que Chaer e o jornalista começaram a discutir a criação de um novo projeto jornalístico. A princípio, Chaer demonstrava preocupação com a estrutura e a renda reduzidas do escritório. A perspectiva de que a iniciativa pudesse gerar trabalho para muitas pessoas, porém, mudou sua disposição. O projeto avançou mesmo durante os períodos mais difíceis.
Chaer é descrito como um líder que não recuava diante de conflitos. Em uma ocasião, enfrentou dois assaltantes e foi atingido por um tiro que atravessou sua mão direita. No dia seguinte, conseguiu voltar a digitar no computador com a ajuda de pequenos cones de papel colocados nas pontas dos dedos.
O primeiro encontro entre os dois ocorreu em Brasília, por volta de 1983. Chaer trabalhava para a Gazeta Mercantil, enquanto o jornalista cobria a área militar pelo Globo. Mais tarde, os dois trabalharam juntos na sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo.
Já em São Paulo, Chaer também acolheu a família formada pelo jornalista. A lembrança final é dirigida a Iúri, Ivã, Lia, Leo e aos netos de Chaer, acompanhada da ideia de que ele possa ter reencontrado Diana.

