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Adolescente baleada na cabeça em Maranguape morre após dois anos de internações

Ana Beatriz dos Santos Nascimento morreu em Fortaleza após complicações decorrentes do ferimento sofrido durante um passeio de moto.

Adolescente baleada na cabeça em Maranguape morre após dois anos de internações
Foto: Arquivo pessoal

Ana Beatriz dos Santos Nascimento, baleada na cabeça enquanto passeava de moto em Maranguape, morreu na última sexta-feira (18), no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza. A adolescente estava internada por causa das sequelas do ferimento. O sepultamento ocorreu no sábado (19).

O disparo aconteceu em 2024. Durante o trajeto, o namorado de Ana Beatriz viu uma equipe da Polícia Militar na Praça do Gereraú e decidiu seguir por outro caminho para evitar a apreensão da moto, que tinha a descarga alterada e fazia barulho.

Em uma esquina, o casal encontrou uma viatura policial. O namorado relatou ter ouvido um tiro e, em seguida, outro disparo. Depois, percebeu que Ana Beatriz havia caído da garupa, atingida na cabeça. A família afirmou, à época, que o tiro partiu de um policial militar.

De acordo com o irmão da adolescente, que teve a identidade preservada, o projétil atravessou o capacete e atingiu a nuca. “Nós só queremos justiça”, declarou.

Ana Beatriz foi levada por familiares ao Hospital Municipal Dr. Argeu Gurgel Braga Hersbster, em Maranguape. Por causa da gravidade do ferimento, foi transferida para a UTI do Instituto Dr. José Frota, em Fortaleza. O namorado registrou um boletim de ocorrência acompanhado de um advogado, e o capacete usado por ela foi apreendido.

Investigação

Ao longo dos meses seguintes, a adolescente passou por procedimentos cirúrgicos e internações. Ela chegou a receber alta, mas, em agosto de 2026, voltou a apresentar problemas no crânio e precisou de novas cirurgias.

Após o procedimento, permaneceu internada e teve piora no quadro clínico. A equipe médica constatou a morte cerebral na sexta-feira (18), duas semanas depois de seu aniversário de 17 anos.

Na época do caso, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que a Delegacia Metropolitana de Maranguape investigava a autoria do disparo. A pasta não comentou a denúncia da família de que o tiro havia sido feito por um policial militar.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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