As tarifas canadenses contra produtos dos Estados Unidos começaram a valer à meia-noite e um, no horário do Canadá, em uma nova etapa da disputa comercial entre os dois países. As medidas alcançam cerca de 700 mercadorias e somam aproximadamente US$ 20 bilhões.
A lista inclui aço, eletrônicos, roupas, queijo e madeira. As alíquotas são de 15%, 25% e 50%. O governo canadense informou que a resposta seguirá, dólar por dólar, as taxas aplicadas pelos Estados Unidos.
Negociações interrompidas
O primeiro-ministro Mark Carney afirmou nesta terça-feira (8) que não teve alternativa diante das condições apresentadas pela Casa Branca. Segundo ele, os Estados Unidos não pretendem manter uma parceria econômica com o Canadá, mas fazer com que o país dependa dos americanos.
Carney também disse que as propostas americanas prejudicariam as indústrias canadenses no longo prazo e que não seria possível negociar um acordo justo.
O impasse começou no final de agosto, depois do fracasso das negociações entre os dois governos. Na sequência, a Casa Branca impôs tarifas de 50% sobre o equivalente a US$ 20 bilhões em produtos canadenses.
Ameaças de Trump
Antes da entrada em vigor das medidas, o presidente americano, Donald Trump, fez novas ameaças ao Canadá. No domingo (6), publicou uma imagem de Mark Carney derrotado em um jogo de hockey e o chamou de “governador”. Trump já havia dito que considera o Canadá o 51º estado americano.
Na segunda-feira (7), divulgou um mapa no qual o Canadá aparece coberto pela bandeira dos Estados Unidos. Também ameaçou impedir as vendas, no mercado americano, de aviões produzidos pela fabricante canadense Bombardier.


