A forte chuva de granizo que atingiu o Rio Grande do Sul deixou 9.517 pessoas afetadas, 2.2 mil casas danificadas e um ferido, informou a Defesa Civil em balanço divulgado na tarde deste domingo (27). Santiago e Alegrete concentram parte dos registros: 5 mil pessoas foram afetadas em Santiago e 2 mil em Alegrete. Entre as casas danificadas, 1 mil ficam em Santiago e 700 em Alegrete.
Também foram contabilizados 10 desabrigados e 20 desalojados. Até a divulgação do balanço, não havia óbitos confirmados, mortes em investigação ou pessoas desaparecidas.
A instabilidade começou a avançar sobre a Fronteira Oeste na tarde de sábado. Em Santiago, vídeos registraram a intensidade do granizo. Em alguns pontos, o volume da precipitação cobriu o chão e formou uma camada que lembrava gelo.
Alertas e previsão
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Climatempo e a Defesa Civil Estadual haviam emitido alertas para o período entre esta sexta-feira (25) e a próxima segunda-feira (28). Os avisos associavam a mudança no tempo à atuação de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai. O sistema favorece o transporte de ar quente e úmido em direção ao Rio Grande do Sul e cria condições para temporais.
Para este domingo (27), a Defesa Civil previa ampliação da instabilidade, com possibilidade de ventos acima de 90 km/h e granizo grande na Campanha, no Oeste, nas Missões, no Noroeste, no Norte e no Centro. A temperatura poderia chegar a 35 graus em Horizontina. No Chuí, a mínima prevista era de 12 graus.
Na segunda-feira (28), a atuação de um novo sistema frontal manteria o tempo instável. Os acumulados de chuva entre sábado e segunda-feira poderiam superar 200 milímetros na Campanha e no Oeste, enquanto os volumes em 24 horas poderiam passar de 170 milímetros nessas regiões.


