O corpo de Lito Sousa foi colocado entre aviões da Força Aérea Brasileira durante o velório realizado no Museu Aeroespacial Paulista. O espaço, ainda em construção, foi aberto ao público especialmente para a cerimônia, conforme o desejo do mecânico de aeronaves.
Lito morreu após enfrentar uma doença rara que, segundo sua viúva, avançou rapidamente. Mila Seidl acompanhou o marido durante o período e descreveu a perda gradual de capacidades. Ela contou que, nos últimos momentos, uma piscada foi uma das formas de comunicação entre os dois.
“Vai em paz, a gente vai ficar aqui, a gente vai dar conta”, disse Mila, ao lembrar a despedida do casal.
A cerimônia reuniu parentes, amigos e admiradores do profissional, que alcançou milhões de pessoas na internet ao falar sobre aviação e ajudar quem tinha medo de voar. Para Marcel Barros, o trabalho de Lito foi decisivo para que ele embarcasse em uma viagem de doze horas, apesar do receio de entrar em um avião.
A influência de Lito também foi destacada por pessoas próximas. Fernando de Borthole, aviador e amigo, afirmou que a forma como ele enfrentou a doença revelou sua maneira de compreender situações difíceis. Gianfranco Beting, consultor de aviação e amigo de Lito Sousa, disse que ele levou o universo aeronáutico a pessoas que não faziam parte desse meio.
Além dos fãs e da academia de cursos, Lito deixa um filho de 7 anos e o vínculo com a aviação. Mila afirmou que pretende preservar a memória do marido e ressaltou o carisma que, para ela, o tornava único.
“Eu quero é que as pessoas lembrem dele com a maior energia possível, feliz, saudável”, afirmou a viúva.


