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Mangueira define obra que levará ao desfile de 2027

Parceria de seis compositores venceu a disputa em uma noite de apresentações, bateria e celebração da identidade da escola.

Mangueira define obra que levará ao desfile de 2027
Foto: Thaís Brum/Divulgação

A Estação Primeira de Mangueira encerrou uma noite de disputa com a escolha do samba-enredo que será levado ao Carnaval 2027. A obra vencedora foi apresentada por Tinga, Grazzi Brasil e Daniela Mercury e será o hino oficial da escola no desfile.

A decisão ocorreu na manhã de domingo (6), depois de uma programação que reuniu a comunidade, torcidas das parcerias finalistas e integrantes dos segmentos da verde e rosa. O anúncio foi seguido pela apresentação do samba campeão pelo intérprete Dowglas Diniz, enquanto a quadra celebrava o resultado.

Uma noite de apresentações

A festa começou com uma performance dirigida artisticamente por Fábio Batista, especialista em dança das religiões de matriz africana. O espetáculo reuniu o time de show da Mangueira e bailarinos selecionados em um workshop de dança afro, com referências à ancestralidade e aos orixás.

Depois, a bateria comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto acompanhou passistas, baianas, casais de mestre-sala e porta-bandeira e outros segmentos da escola. O grupo também revisitou sambas marcantes da história da Mangueira antes da apresentação das parcerias finalistas.

As torcidas defenderam suas obras com bandeiras e canto. Antes da divulgação do resultado, os integrantes do carro de som mantiveram o público sambando. A presidenta Guanayra Firmino agradeceu à comunidade e declarou: “É que eu sou preta, macumbeira e de Oyá”.

Temas do samba

A parceria formada por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Guilherme Sá, Rodrigo Bandolim e Orlando Ambrósio venceu a concorrência. A composição aborda Oyá, a identidade da mulher negra, ancestralidade, religiosidade de matriz africana, intolerância religiosa e resistência feminina.

A letra também menciona Iansã, Ogum e Xangô, além de elementos associados às religiões de matriz africana. Para o carnavalesco Sidnei França, os compositores traduziram a proposta do enredo em uma linguagem musical próxima da comunidade.

França afirmou que a disputa evidenciou a força de Oyá para um pensamento negro e suburbano e destacou negritude, pertencimento e representação do povo do morro como aspectos centrais da identidade da Mangueira. “Tenho muito orgulho de fazer parte da Mangueira”, disse.

A escola encerra a temporada de desfiles do Grupo Especial no dia 9 de fevereiro de 2027.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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