COLÔMBIA — A família de Mikaelle da Silva, de 32 anos, havia planejado uma viagem para o período do Dia das Crianças. O passeio, porém, foi interrompido depois que ela foi baleada durante uma confusão em um bar da cidade. O marido da vítima, o vigia Estevão Ricardo Maros, afirmou que também pretendia tirar férias daqui a um mês.
A ausência de Mikaelle passou a ser sentida pelo filho do casal, de 4 anos. Maros contou que a criança chorou pedindo pela mãe e disse que tem enfrentado a situação sem conseguir demonstrar a própria dor. “Olha eu tô sem chão”, afirmou.
O disparo ocorreu durante um conflito com José Dener Rodrigues. Meses antes, a família havia denunciado o homem por suspeita de importunação sexual contra a filha de Mikaelle, de 11 anos.
Maros relatou que teve uma primeira troca de agressões com Rodrigues. De acordo com o vigia, o suspeito deixou o local, foi até a própria casa, pegou uma arma e voltou ao bar acompanhado do filho. Em seguida, atirou contra Mikaelle.
A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada a um hospital, mas não resistiu. Rodrigues fugiu e não havia sido localizado até a última atualização do caso.
Investigação
O registro inicial foi feito como feminicídio, mas a Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é tratado pelas autoridades como homicídio. A arma apontada como usada no crime foi apreendida no local e deverá ser submetida a perícia.
A família pede justiça. Maros citou o histórico atribuído ao suspeito e afirmou: “Pelas coisas que ele já fez e nada foi feito, nada, sabendo do histórico dele, não teve justiça”. Não havia informação sobre a defesa de Rodrigues.


