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Pastor ligado a Flávio Bolsonaro questiona padroeira e feriado de 12 de outubro

Em livro publicado em 2001, J. B. Carvalho afirma que a escolha de Nossa Senhora Aparecida e o feriado nacional são ilegais.

Pastor de Flávio Bolsonaro defende “destronar” Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil

O pastor J. B. Carvalho, líder da igreja Comunidade das Nações e próximo da família Bolsonaro, defende o fim do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Em seu livro “A Bomba”, publicado em 2001, ele também sustenta que o feriado nacional de 12 de outubro não teria validade jurídica.

Carvalho afirma na obra que “a lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”. O pastor argumenta que não existe amparo constitucional para impor uma devoção religiosa a toda a população e associa sua interpretação à separação entre Estado e religião prevista em diferentes Constituições brasileiras.

Para sustentar a tese, ele menciona as Cartas de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988. A partir desse histórico, conclui no livro: “Por esta razão o feriado de 12 de outubro é ilegal”.

A obra também apresenta uma convocação religiosa contra a devoção católica. Carvalho defende que Nossa Senhora Aparecida deixe de ser reconhecida como referência nacional e afirma que Jesus Cristo deve ocupar o centro da fé no país. O texto critica ainda o culto a Maria, o marianismo e práticas como a repetição da Ave Maria no terço.

O pastor compara a devoção mariana a tradições religiosas antigas e descreve a imagem de Nossa Senhora Aparecida como uma representação de uma divindade feminina. Também associa a veneração a possíveis punições divinas dirigidas às nações.

Apesar da interpretação apresentada no livro, o feriado e o título de padroeira têm respaldo na legislação federal vigente. A Lei nº 6.802, sancionada em 30 de junho de 1980 pelo então presidente João Figueiredo, oficializou 12 de outubro como feriado nacional consagrado a Nossa Senhora Aparecida.

A norma teve origem no Projeto de Lei nº 220/1979, de autoria do deputado Jorge Arbage, e permanece em vigor sem revogação na Câmara dos Deputados.

Carvalho mantém relação próxima com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador se converteu à denominação em 2022 e foi batizado pela igreja em 2024, ao lado da esposa, Fernanda. A ligação também alcança Jair Bolsonaro (PL). Em novembro de 2025, Flávio presenteou o pai com o livro “Metanoia – A Chave Está Em Sua Mente”, escrito pelo pastor e publicado pela Editora Chara em 2018.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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