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Pérola achada em salgado com ostra pode valer menos de R$ 50

Biólogo afirma que a esfera tem sinais de pérola barroca, mas não passou por avaliação gemológica.

Pérola achada em salgado com ostra pode valer menos de R$ 50
Foto: Arquivo Pessoal

A esfera encontrada por Carina Lisboa em um salgado preparado com ostra pode valer menos de R$ 50, segundo o biólogo Ricardo Samelo. O achado ocorreu durante um almoço em Cananéia, no litoral de São Paulo, mas ainda não passou por avaliação gemológica.

A análise das imagens indica que a peça pode ser uma pérola barroca, classificação dada a exemplares de formato irregular. Samelo afirmou que uma unidade desse tipo talvez não ultrapasse R$ 50. O biólogo, porém, destacou que o interesse pelo caso está principalmente na circunstância incomum de a esfera ter sido encontrada durante uma refeição.

Critérios que influenciam o preço

O valor de uma pérola não é definido apenas pelo formato. O Gemological Institute of America (GIA) considera sete fatores: tamanho, formato, cor, lustre, superfície, nácar e uniformidade.

Pérolas maiores tendem a ser mais raras e valiosas quando as demais características são semelhantes. Entre as cultivadas, as redondas costumam ter maior valor em condições equivalentes, embora exemplares barrocos bem formados também possam ser valorizados.

O lustre corresponde à qualidade da reflexão da luz e pode ser o fator mais importante na avaliação. A superfície, a qualidade das camadas de nácar e a combinação entre diferentes pérolas em uma joia também influenciam a análise.

Achado durante almoço

O episódio ocorreu no domingo (20), quando Carina, de 41 anos, e o aluno Jordinei Francisca pararam para almoçar depois de uma caminhada. A personal trainer havia sido convidada por Paula Monteiro, proprietária do restaurante Ponto das Ostras, no Centro da cidade, para provar uma receita feita com a ostra exótica Saccostrea cucullata.

Carina sentiu um objeto duro ao morder o salgado e pensou que tivesse quebrado um dente. Depois, percebeu que havia uma pequena esfera no alimento. O prato foi criado para o 1º Festival GastroMangue, promovido pela prefeitura com apoio da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A Saccostrea cucullata é originária da Ásia e considerada invasora por disputar espaço com espécies nativas na região. Paula disse que, em 18 anos de comércio, nunca havia visto um cliente encontrar uma esfera semelhante a uma pérola. Carina pretende usar o achado para fazer um brinco de ponto de luz.

Formação da pérola

Os biólogos Alex Ribeiro e Ricardo Samelo explicam que pérolas se formam como mecanismo de defesa de moluscos bivalves, entre eles ostras e mexilhões. Quando um corpo estranho entra no organismo, o animal o isola com uma substância que recebe novas camadas ao longo do tempo.

O GIA informa que o nácar é produzido por determinados moluscos e depositado em camadas. A interação da luz com esse material contribui para os efeitos ópticos das pérolas. Nas versões cultivadas, o processo é iniciado de forma intencional com a introdução de tecido do manto ou de um núcleo acompanhado desse tecido.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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