ALMAS — O Tocantins registrou mais de 3 milhões de descargas atmosféricas do tipo nuvem-solo entre janeiro e setembro de 2026, conforme dados da Energisa. O volume supera o acumulado no mesmo período de 2025. Nesse cenário, Ana Beatriz Araújo, de 22 anos, morreu após ser atingida por um raio em Almas, na região sudeste do estado.
O raio caiu no dia 3, em uma área externa da casa da mãe da jovem. De acordo com Lana Letícia, irmã de Ana Beatriz, chovia fraco quando ela penteava o cabelo da sobrinha nos fundos do imóvel. Antes disso, havia dado banho na menina e no filho.
Com o impacto, Ana Beatriz e a sobrinha desmaiaram. A criança foi levada ao Hospital Regional de Dianópolis e recebeu alta no dia 4. Ana Beatriz chegou a ser reanimada e encaminhada para uma unidade hospitalar em Porto Nacional, a cerca de 230 km de distância. Durante o trajeto, sofreu paradas cardíacas e não resistiu.
Homenagem da irmã
Lana publicou uma foto das duas juntas em uma rede social nesta quarta-feira (7). Na mensagem, recordou episódios da infância, brincadeiras, apelidos e momentos de convivência. “Ah, Aninha, eu tenho tantas memórias boas com você”, escreveu.
Incidência de raios
O levantamento meteorológico indica que janeiro concentrou o maior número de ocorrências no Tocantins em 2026, com mais de 1 milhão de raios nuvem-solo. O resultado foi 36% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e corresponde ao maior acumulado desde janeiro de 2018.
As descargas nuvem-solo acontecem quando a concentração de cargas elétricas na base de uma nuvem de tempestade rompe a resistência do ar e chega à superfície. A Energisa acompanha os registros por meio do Centro de Operações Integrado (COI) e orienta a busca imediata por abrigo diante de nuvens carregadas ou trovões. Em resgates ou situações de risco à vida, os telefones informados são 193, do Corpo de Bombeiros, e 192, do Samu.


