TOCANTINÓPOLIS — Além de estabelecer pena de 12 anos de reclusão, a sentença que condenou Zilma Rodrigues da Silva pela morte do cunhado Ariclenes Souza Brito determinou que ela permaneça presa e negou o direito de recorrer em liberdade. O juiz Helder Carvalho Lisboa manteve a prisão preventiva para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (2) pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis, na região norte do Tocantins. O regime inicial para o cumprimento da pena é o fechado. A sentença também fixou indenização de R$ 20 mil por danos morais. Ainda cabe recurso.
Decisão dos jurados
Durante o julgamento, os jurados reconheceram Zilma como autora do homicídio e concluíram que o crime foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação de que o assassinato teria sido cometido por motivo fútil foi rejeitada.
O juiz considerou as circunstâncias do crime e a culpabilidade da condenada ao definir a pena. Na decisão, registrou ainda que Zilma havia descumprido regras da prisão domiciliar ao viajar sem autorização. Ela também tem outra condenação por homicídio na comarca de Colinas do Tocantins.
Crime ocorreu após discussão
Conforme o processo, Ariclenes foi morto a facadas enquanto dormia, na madrugada de 30 de janeiro. Na noite anterior, os dois haviam discutido durante uma festa. A vítima convivia com a irmã de Zilma.
Depois de uma briga entre o casal, Ariclenes foi atacado enquanto dormia e morreu no local. A condenação considerou a forma como o homicídio foi cometido, mas os jurados não aceitaram a qualificadora relacionada ao motivo fútil.


