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Rio abrigou três fugitivos americanos ligados a crimes financeiros nos anos 1960

Reportagem de Andrew St. George registrou a vida de condenados que encontraram no Brasil um país sem tratado de extradição com os Estados Unidos.

Rio abrigou três fugitivos americanos ligados a crimes financeiros nos anos 1960
Foto: Andrew St. George/Look Magazine/Biblioteca do Congresso

A ausência de um tratado de extradição tornou o Brasil um destino para três americanos condenados por crimes financeiros que fugiram dos Estados Unidos no início dos anos 1960. Em 1962, uma revista registrou a rotina deles no Rio de Janeiro, onde a legislação americana não os alcançava.

O material foi produzido pelo jornalista húngaro-americano Andrew St. George, conhecido pela cobertura da Revolução Cubana. Centenas de imagens dos arquivos da revista permanecem inéditas e ajudam a reconstituir as trajetórias dos três homens e a paisagem carioca daquele período.

O dinheiro e a fuga

Earl Belle, de 32 anos, alugou uma cobertura em Ipanema, separou-se da mulher e presenteou a namorada com um conversível. Depois, tornou-se conhecido por emitir cheques sem fundos, até ser procurado pela Justiça brasileira.

Lowell Birrell, de 55 anos, chegou ao Rio com planos de grande escala. Tentou comprar o Copacabana Palace, mas não concretizou o negócio e perdeu o patrimônio em investimentos considerados duvidosos.

Os dois deixaram o Brasil ainda nos anos 1960 para cumprir as penas em seu país de origem.

O homem que permaneceu

BenJack Cage, de 45 anos, seguiu outro caminho. Casou-se, teve um filho e permaneceu no Brasil. Anos depois, foi investigado por golpes no país e desapareceu sem deixar rastro.

As imagens também registraram uma cidade de contrastes: Copacabana aparecia movimentada e já marcada pela desordem, enquanto Ipanema ainda tinha áreas em construção. Praias urbanas, arquitetura moderna e ebulição cultural conviviam com esse cenário.

A população jovem e as transformações urbanas projetavam a imagem de um país do futuro. Nas fotografias, porém, o Rio surgia como uma cidade contraditória, verde e em processo de mudança.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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