MARANHÃO — O Tribunal de Contas do Estado (TCE) reprovou as contas de três ex-prefeitos maranhenses: Josimar de Alves de Oliveira, de Governador Nunes Freire; Dinair Veloso, de Timon; e José Nilton Ribeiro, de Rosário.
No caso de Governador Nunes Freire, o tribunal identificou aumento dos gastos com pessoal nos últimos meses do mandato, falhas nos registros contábeis e despesas deixadas sem recursos suficientes em caixa. Em Timon, as contas de 2024, sob responsabilidade de Dinair Veloso, apresentaram problemas financeiros e insuficiência de recursos para cobrir compromissos assumidos pela prefeitura.
As contas de José Nilton Ribeiro foram rejeitadas por irregularidades que permaneceram mesmo após a defesa apresentada pela prefeitura. O TCE também analisou processos de outros municípios e aprovou as contas, mas com ressalvas.
As prefeituras de Governador Nunes Freire, Timon e Rosário não haviam se manifestado até a última atualização das informações.
Operação em Governador Nunes Freire
Em 2020, o prefeito e o ex-prefeito de Governador Nunes Freire foram alvos de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Governador Nunes Freire, Zé Doca, Turilândia, Santa Helena, Pinheiro e São Luís.
Entre os alvos estavam Josimar Alves de Oliveira, então prefeito, e Marcel Everton Dantas Silva, ex-prefeito conhecido como Marcel Curió. Também foram citados Paulo Dantas Silva Neto, candidato a prefeito de Turilândia e irmão de Marcel Everton; três vereadores; secretários municipais e outras pessoas, em um total de 29 endereços.
Os mandados foram expedidos pelo juiz Ronaldo Maciel, da Vara das Organizações Criminosas. O Ministério Público do Maranhão informou que a operação investigava possível corrupção, desvio e subtração de recursos públicos na prefeitura, com menção às empresas R. F. de Abreu Pereira, G.R.B. Nunes e L&F Comércio e Serviços LTDA.
Nas buscas, foram apreendidos documentos, veículos de luxo, R$ 30 mil em cheques, computadores, tablets, celulares e notebooks. Também foram encontrados R$ 9 mil em espécie na casa do ex-secretário de Educação João Marinho e um cheque de R$ 400 mil na residência do prefeito, nominado ao secretário municipal de Finanças, Stefano Andrey Brandão Guida. Duas pessoas foram presas por porte ilegal de arma.


