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Tecido ovariano congelado na adolescência permite que mulher tenha primeiro filho aos 44

Kassandra Bacon preservou tecido dos ovários antes de um tratamento contra o câncer e deu à luz Landon após um transplante.

Tecido ovariano congelado na adolescência permite que mulher tenha primeiro filho aos 44

A britânica Kassandra Bacon deu à luz seu primeiro filho aos 44 anos, depois de utilizar tecido dos ovários congelado quando tinha 17 anos, antes de iniciar um tratamento agressivo contra o linfoma de Hodgkin. O menino, Landon, nasceu em setembro deste ano.

Bacon foi diagnosticada com a doença, que afeta o sistema linfático, e inicialmente passou por quimioterapia. Um ano depois, o câncer voltou de forma mais grave. Como precisava começar imediatamente um novo tratamento, não teria tempo para as semanas de injeções hormonais necessárias ao congelamento de óvulos.

Por isso, ela convenceu os médicos a retirar parte do tecido ovariano antes da quimioterapia. Sara Matthews, uma das poucas cirurgiãs no Reino Unido habilitadas para o procedimento na época, retirou quatro amostras. A técnica ainda era experimental, e não havia garantia de que o material permitiria uma gravidez no futuro.

O tratamento de Bacon também incluiu um transplante de medula óssea. Embora tenha ficado livre do câncer, ela entrou na menopausa precoce aos 33 anos, como consequência dos danos causados aos ovários. A partir daí, iniciou uma busca que durou uma década por um médico que pudesse reimplantar o tecido preservado.

A cirurgia inicial ocorreu antes de o Reino Unido regulamentar o procedimento. Sem a documentação exigida posteriormente, Bacon contou com a ajuda de Matthews para encontrar uma clínica em Israel. O tecido foi levado ao Centro Médico Sheba, em Ramat Gan.

O transplante foi adiado após o ataque de combatentes do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Em maio de 2024, um cessar-fogo temporário permitiu que Bacon viajasse para realizar a operação. Poucas horas depois de embarcar no voo de volta ao Reino Unido, o cessar-fogo terminou.

Poucos meses após o transplante, Bacon voltou a menstruar. Ela e o parceiro tentaram engravidar naturalmente, mas os médicos recomendaram a fertilização in vitro. Depois de três ciclos, ela obteve um teste de gravidez positivo no dia de Natal de 2025.

O reimplante funciona de forma semelhante a um enxerto de pele: o tecido descongelado é colocado sobre os ovários remanescentes ou próximo a eles e precisa se reconectar aos vasos sanguíneos. Com isso, os ovários podem voltar a liberar um óvulo por mês.

Um estudo de 2024 indica que o ciclo reprodutivo é restabelecido em até 94% dos casos. Outro, de 2022, aponta que cerca de 28% dos transplantes resultaram no nascimento de um bebê. Estima-se que mais de 200 crianças tenham nascido no mundo após esse tipo de procedimento.

"Meu corpo, que era muito fértil aos 19 anos, me devolveu a vida aos 43", disse Bacon. Ela está há 25 anos livre do câncer. Para Matthews, as conversas sobre preservação da fertilidade ganharam espaço no atendimento a jovens pacientes com câncer, diante da melhora no prognóstico dos cânceres infantis.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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