SÃO PAULO — Um policial militar agrediu uma mulher que protestava contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante uma agenda de campanha no Grajaú, na zona sul de São Paulo. O governador visitou o Armazém Solidário, mercado ligado à prefeitura da capital que vende produtos mais baratos para pessoas inscritas no CadÚnico.
Um grupo de 40 pessoas chegou ao local antes do candidato, levando faixas contra o governador. A Polícia Militar impediu a passagem de um ônibus e reteve o trânsito em frente ao estabelecimento. Quando Tarcísio chegou, o veículo bloqueava a visão da manifestação.
Questionado sobre o protesto, Tarcísio afirmou que os participantes eram apenas “voluntários” e orientou jornalistas a consultar a ficha criminal dos manifestantes. Integrantes à paisana e seguranças da campanha fizeram registros em fotos e vídeos. Em outro momento, um policial puxou o braço de um manifestante, mas uma integrante da segurança interveio e disse que ele fazia parte da equipe.
A Polícia Militar foi questionada sobre a agressão e não havia respondido até a última atualização. O espaço permanecia aberto para manifestação.
Proposta para os armazéns
Durante a agenda, Tarcísio prometeu instalar Armazéns Solidários em outras regiões do estado, seguindo o modelo dos equipamentos inaugurados pela prefeitura na capital. A proposta é priorizar áreas com maior concentração de inscritos no CadÚnico. Segundo o governador, o programa seria estadual e poderia ter parcerias com municípios mais vulneráveis.
Declarações sobre o Supremo
Tarcísio também criticou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal e afirmou que elas provocam insegurança jurídica. Ele foi questionado sobre a decisão de Flávio Dino que recolocou Andrei Rodrigues na direção da Polícia Federal, depois de André Mendonça determinar o afastamento preventivo.
O governador disse que disputas internas no Supremo ocupam espaço no noticiário e afirmou que a situação transmite à sociedade uma mensagem de insegurança jurídica.



