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Política

Itamaraty mantém defesa por mulher latino-americana na Secretaria-Geral da ONU

Após a saída de Michelle Bachelet, governo brasileiro ainda não definiu o nome que apoiará na disputa pelo comando das Nações Unidas.

Itamaraty mantém defesa por mulher latino-americana na Secretaria-Geral da ONU
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O governo brasileiro ainda não definiu quem apoiará na eleição para a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas após Michelle Bachelet retirar sua candidatura. O Itamaraty, porém, manteve a defesa de que a América Latina indique uma mulher para o cargo.

A posição brasileira se baseia no critério de rotatividade adotado na escolha do secretário-geral. O próximo ocupante sucederá António Guterres, cujo mandato termina neste 31 de dezembro, depois de dois mandatos consecutivos.

Em nota, o Itamaraty destacou a trajetória de Bachelet, que foi chefe de Estado do Chile duas vezes, ministra da Saúde e da Defesa, primeira diretora da ONU Mulheres e alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Para o governo brasileiro, esse histórico demonstra que a região tem mulheres preparadas para exercer a função.

“Michelle Bachelet é uma prova de que nossa região conta com mulheres à altura do cargo”, afirmou o Itamaraty. A nota também ressaltou o compromisso esperado com a Carta das Nações Unidas, o diálogo e o entendimento entre os Estados-membros.

A candidatura de Bachelet havia sido anunciada quando Gabriel Boric presidia o Chile. Em março, depois que Antonio Kast assumiu a Presidência, o governo chileno retirou o apoio à ex-presidente. A campanha passou a ser bancada pelo Brasil e pelo México, governados por Lula e Cláudia Sheinbaum.

O governo brasileiro agradeceu ao México pela coordenação conjunta da campanha e reafirmou a defesa de uma escolha transparente e inclusiva. O perfil a ser apoiado deve incluir compromisso com o multilateralismo baseado no direito internacional e com paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.

Disputa pelo comando da ONU

O secretário-geral é escolhido pela Assembleia Geral após recomendação do Conselho de Segurança, para um mandato de cinco anos, com possibilidade de uma reeleição. O ocupante coordena o trabalho da organização, participa de negociações internacionais, pode mediar conflitos e levar crises ao Conselho de Segurança, mas não pode impor decisões aos países por conta própria.

Em agosto, uma votação do Conselho de Segurança colocou como favorita Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-chanceler da Guiana, com oito votos favoráveis.

Lula está em Nova York, nos Estados Unidos, onde discursará nesta terça-feira no debate-geral da Assembleia Geral. Segundo interlocutores do presidente, ele deverá defender o multilateralismo, criticar guerras e conflitos e abordar a soberania brasileira. A previsão é de que use linguagem polida e critique investidas dos Estados Unidos sem citar Donald Trump.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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