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Internacional

Bachelet retira candidatura à Secretaria-Geral da ONU após consultas no Conselho de Segurança

Ex-presidente chilena teve um apoio e 11 votos de desencorajamento na consulta mais recente; Brasil e México apoiavam sua candidatura.

Bachelet retira candidatura à Secretaria-Geral da ONU após consultas no Conselho de Segurança
Foto: Reuters

Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19) que não continuará na disputa pela Secretaria-Geral das Nações Unidas. A ex-presidente do Chile era apoiada pelo Brasil e pelo México, mas sua candidatura teve o pior resultado em duas rodadas de consultas realizadas no Conselho de Segurança da ONU.

Na consulta secreta mais recente, que reuniu os 15 integrantes do órgão, Bachelet recebeu somente um apoio e três votos sem opinião. Os outros 11 foram classificados como desencorajamentos à campanha. Brasil e México não fazem parte do Conselho de Segurança.

Em vídeo publicado no Instagram, Bachelet afirmou que sua decisão ocorre em um cenário de pressão contra o multilateralismo, o direito internacional, o reconhecimento das mudanças climáticas, a democracia e os direitos humanos. “Não me arrependo de ter assumido esse grande desafio”, declarou.

A ex-presidente também disse que sua candidatura ajudou a levar ao debate a ideia de que a próxima secretária-geral deve ser uma mulher da América Latina, independente e comprometida com os princípios da Carta das Nações Unidas. Ela agradeceu aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Claudia Sheinbaum, do México, pelo apoio desde o início da campanha.

Disputa pela secretaria-geral

Pelas regras das Nações Unidas, o Conselho de Segurança precisa aprovar um nome sem veto dos integrantes permanentes antes de encaminhá-lo à Assembleia-Geral. O grupo é formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

Pessoas que acompanhavam o processo de escolha apontaram a possibilidade de Bachelet enfrentar vetos dos Estados Unidos e da China. A resistência americana estaria relacionada ao governo de Donald Trump. No caso chinês, a questão envolveria um relatório produzido por Bachelet sobre graves violações de direitos humanos contra os uigures, minoria muçulmana em território chinês.

Com a retirada da candidatura, duas mulheres permanecem à frente da disputa: Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU, e Carolyn Rodrigues Birkett, representante da Guiana na organização.

Bachelet afirmou que continuará atuando no desafio internacional e na defesa de um mundo com mais paz, segurança, desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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