JOINVILLE — Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (19) que pretende levar à Presidência da República a discussão sobre o licenciamento ambiental. Em discurso na cidade, o candidato disse que a burocracia dificulta a realização de empreendimentos no Brasil e defendeu a preservação ambiental com exploração econômica das riquezas do país.
"Vamos respeitar a lei, vamos preservar o Meio Ambiente, mas vamos transformar as riquezas que Deus deu para nossa nação em riquezas para o nosso povo", declarou.
O candidato também repetiu propostas de campanha na área de segurança pública. Entre elas estão a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a redução da maioridade penal. Flávio afirmou ainda que a idade mínima para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deverá cair para 16 anos.
Críticas ao reajuste
Durante o mesmo discurso, Flávio criticou o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula (PT), que também concorre à reeleição. O candidato disse que a medida teria sido uma tentativa de obter o voto da população mais pobre e prometeu um “tesouraço” na economia.
O reajuste foi anunciado na quinta-feira (17). Com a mudança, o piso do programa passou de R$ 600 para R$ 691. O Ministério do Planejamento informou que a alteração terá custo de R$ 5,8 bilhões neste ano e impacto de R$ 22,7 bilhões nas despesas em 2027.
Flávio esteve em Joinville, cidade governada por Adriano Silva (Novo) até abril deste ano. Ele deixou o cargo para ser vice na chapa de Jorginho Mello, candidato do PL à reeleição ao governo de Santa Catarina. O evento reuniu lideranças do partido e Carlos Bolsonaro e Jair Renan, irmãos do candidato que concorrem, respectivamente, ao Senado e à Câmara dos Deputados em Santa Catarina.
Depois, Flávio viajou para Chapecó, no Oeste, onde fez outro discurso para apoiadores. Em Joinville, também dedicou parte de sua fala, que durou cerca de 30 minutos, a críticas ao presidente Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que, se eleito, indicará cinco ministros para a Corte e voltou a defender a saída de Alexandre de Moraes.

