VITÓRIA DA CONQUISTA — O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, criticou o reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante comício nesta quinta-feira (17), ele classificou a medida como um “ato de desespero” e afirmou que o decreto seria ilegal por ter sido editado durante o período eleitoral.
O reajuste elevará o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25. Segundo o governo, a mudança terá custo adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027.
Flávio afirmou que manterá o benefício caso seja eleito e que pretende ampliar a assistência. À noite, em sua live semanal, acusou Lula de tentar comprar o voto da população pobre com o reajuste, que chamou de “merreca”. O senador também comparou o aumento com o reajuste concedido durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), e disse que o valor anterior teria sido maior.
Apesar de declarar apoio à manutenção do Bolsa Família, Flávio afirmou que o objetivo de Lula seria manter a população na miséria. Ele disse que pretende oferecer alternativas para que os beneficiários deixem de depender do programa.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou um pedido do deputado Zé Trovão (PL-SC) para impedir o reajuste. A decisão não analisou o mérito da questão.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha de Flávio, divulgou nota afirmando que o governo “dá com uma mão e tira com as duas”. Para Marinho, o Bolsa Família é importante, mas o dinheiro público não deve ser usado como instrumento eleitoral, em desacordo com o Congresso e a legislação. Ele também criticou impostos, juros, inflação, o endividamento das famílias, a chamada taxa das blusinhas e os subsídios para diesel.

