VITÓRIA DA CONQUISTA — O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que manterá o Bolsa Família, mas criticou o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita nesta quinta-feira (17), durante um comício no município baiano.
O novo valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 por família. Os pagamentos reajustados começarão em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25. A medida foi adotada 17 dias antes do primeiro turno.
Flávio contestou a legalidade do decreto e disse que a mudança não poderia ser feita durante as eleições. “Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto”, afirmou o senador.
O candidato também declarou que o reajuste teria sido anunciado depois de quatro anos sem uma medida semelhante e acusou Lula de tentar conquistar eleitores com o aumento. Em sua avaliação, o presidente estaria agindo por desespero diante da disputa eleitoral.
Decisão no TSE
O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou um pedido apresentado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) para suspender o reajuste. A decisão não analisou o mérito da questão.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha de Flávio, divulgou nota afirmando que o governo dá com uma mão e “tira com as duas”. Para Marinho, o dinheiro público não deve ser usado como instrumento eleitoral, em desrespeito ao Congresso e à legislação.
Na nota, o coordenador também associou ao governo aumento de impostos, juros e inflação, além de endividamento das famílias, subsídios para diesel e a chamada taxa das blusinhas. Flávio afirmou que pretende manter o benefício e ampliar as ações voltadas aos beneficiários.

