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Internacional

Bachelet retira candidatura à chefia da ONU após mudança de apoio no Chile

Ex-presidente chilena deixa a disputa após o governo do país suspender seu respaldo e uma pesquisa indicar baixa posição entre os concorrentes.

Bachelet retira candidatura à chefia da ONU após mudança de apoio no Chile
Foto: Denis Balibouse/Reuters

A ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, apareceu como favorita na votação de agosto do Conselho de Segurança, com oito votos favoráveis. No mesmo cenário, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19) que não seguirá na disputa pela secretaria-geral das Nações Unidas.

A decisão foi comunicada em um vídeo divulgado nas redes sociais. “Hoje anuncio que decidi não continuar com minha candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas”, afirmou Bachelet. Sem citar arrependimento, ela reconheceu que sua iniciativa poderia ser vista por alguns como inadequada para o momento.

Apoios e mudança política no Chile

Bachelet havia sido indicada em fevereiro passado pelo governo do então presidente chileno Gabriel Boric, com o apoio de Brasil e México. A candidatura perdeu força depois que o atual chefe de Estado do Chile, José Antonio Kast, retirou seu respaldo.

Em comunicado, o governo chileno lembrou que encerrou o apoio à candidatura em março e declarou não ter apoiado nenhum dos nomes que permanecem na disputa. Também reafirmou seu compromisso com o multilateralismo e com a reforma das Nações Unidas.

A ex-presidente agradeceu aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Claudia Sheinbaum, do México, pelo apoio desde o início. Bachelet afirmou ainda que sua candidatura contribuiu para colocar em debate a possibilidade de a próxima secretária-geral ser uma mulher da América Latina.

Cenário da sucessão

Sem regulamentação formal e nem sempre seguida, uma prática prevê o revezamento da secretaria-geral entre regiões. Nesta sucessão, a vez caberia à América Latina. Em 80 anos de história, nenhuma mulher ocupou o cargo, e apenas um latino-americano o exerceu: o peruano Javier Pérez de Cuéllar, entre 1982 e 1991.

Cinco mulheres e três homens disputam, até o momento, a sucessão de António Guterres. O português, de 77 anos, encerrará seu segundo mandato de cinco anos no próximo 31 de dezembro. Semanas antes do anúncio de Bachelet, uma pesquisa a havia colocado em penúltimo lugar entre oito candidatos. Em 3 de setembro, ela havia ironizado suas chances durante um evento universitário.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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