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Internacional

Na ONU, Lula deve defender soberania e evitar ataque direto a Trump

Presidente falará antes de Donald Trump em Nova York, em meio à pressão diplomática e às eleições brasileiras de 4 de outubro.

Na ONU, Lula deve defender soberania e evitar ataque direto a Trump
Foto: Jeenah Moon/Reuters

A defesa da soberania nacional deve ocupar espaço central no discurso de Lula na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. O presidente pretende sustentar que decisões políticas, judiciais e eleitorais brasileiras devem ser tomadas sem pressão externa, mas a orientação é evitar um ataque nominal ao governo dos Estados Unidos.

Discurso e possível contato com Trump

Lula desembarca em Nova York neste domingo (20) para uma passagem curta pelo país. Na terça-feira (22), fará a abertura tradicional dos discursos dos chefes de Estado no encontro, que reúne representantes dos 193 países-membros das Nações Unidas. Donald Trump, líder do país anfitrião, falará em seguida.

A ordem das falas pode criar uma oportunidade para um contato breve entre os presidentes nos bastidores. Não há reunião formal prevista. No ano passado, eles conversaram por cerca de 40 segundos antes do discurso do americano, em setembro de 2025.

A conversa ajudou a reabrir o diálogo entre os governos após meses de atritos. Depois disso, representantes dos dois países ampliaram as tratativas sobre o tarifaço aplicado a produtos brasileiros, além de sanções financeiras e restrições de vistos adotadas por Washington.

Relação bilateral e eleições

A viagem ocorre novamente em um período de pressão na relação entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro manifesta preocupação com possível interferência externa no processo eleitoral e passou a associar a defesa da soberania a temas como comércio, minerais estratégicos e combate ao crime organizado.

As eleições brasileiras estão marcadas para 4 de outubro. O governo teme manifestações ou medidas americanas capazes de repercutir na campanha, mas procura evitar nova escalada diplomática antes da votação. Lula disputa a eleição com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O discurso deve durar em torno de 20 minutos, segundo previsões iniciais da equipe presidencial. Além da soberania, Lula deve abordar o combate ao crime organizado, a emergência climática e a fome. A abordagem sobre segurança será diferente da adotada atualmente pelos Estados Unidos na América Latina.

Na segunda (21), o presidente se reunirá com o prefeito de Nova York, o socialista democrata Zohran Mamdani. O encontro foi marcado a convite do prefeito. Auxiliares de Lula negam que a reunião possa enviar um sinal ruim a Trump.

Disputas recentes e sucessão na ONU

Entre os conflitos acumulados ao longo deste ano estão novas disputas comerciais, divergências sobre o combate ao crime organizado e a classificação de facções brasileiras. Também houve a revogação do visto da embaixadora em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio à demora do governo brasileiro em conceder o agrément ao indicado para a embaixada americana em Brasília.

A viagem também coincide com a saída de António Guterres do cargo de secretário-geral da ONU após dez anos. A candidata apoiada pelo Brasil, Michelle Bachelet, desistiu da campanha no sábado (19). Ela havia apresentado desempenho fraco nas votações secretas do Conselho de Segurança e, na votação mais recente, ficou evidente que era vetada por ao menos um dos cinco membros permanentes da organização.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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