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Chocolate do Acre usa farinha de Cruzeiro do Sul para levar identidade regional a novos mercados

Barra artesanal da Além do Cacau combina chocolate e farinha com Indicação Geográfica e integra estratégia de expansão da marca.

Chocolate do Acre usa farinha de Cruzeiro do Sul para levar identidade regional a novos mercados
Foto: Renato Menezes/g1

A Além do Cacau desenvolveu uma barra de chocolate artesanal com farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. O produto combina crocância e referência à cultura regional e é apresentado pela empresa como parte de uma estratégia para alcançar mercados dentro e fora do Brasil.

Batizada de “O Acre Existe”, a barra é produzida por um parceiro que recebe a farinha enviada pela empresa. O procedimento foi adotado para preservar a receita e a exclusividade do produto. A farinha de Cruzeiro do Sul tem Indicação Geográfica desde 2017.

A sócia-proprietária Halianne Peres afirmou que a escolha do ingrediente buscou associar um produto tradicional a uma proposta de inovação. “Nós queríamos traduzir os sabores do Acre através do chocolate”, disse.

Segundo Halianne, a farinha não muda a estrutura da massa. Ela é usada para criar uma textura crocante, que pode ser confundida por quem não conhece o ingrediente com amendoim ou castanha. O nome da barra faz referência à pergunta sobre a existência do Acre que, segundo a empresária, ainda aparece quando ela apresenta o estado em viagens.

Expansão da marca

A barra é o principal produto da Além do Cacau, que atua como curadoria de chocolates artesanais brasileiros. O catálogo reúne cerca de 50 sabores e inclui café cultivado no Acre, nibs de cacau, pastas e chá com sabor e aroma de chocolate. A loja física foi inaugurada em dezembro de 2021.

A empresa também participa de feiras e eventos no Acre e em outros estados. Mantém vendas para diferentes regiões do Brasil e para o exterior. Halianne, administradora, passou quase duas décadas no setor financeiro antes de mudar de área. Sua relação com o empreendedorismo começou na infância, acompanhando a mãe, que hoje é sua sócia.

A mudança profissional foi acompanhada da intenção de manter relações com pequenos produtores, trabalhar com sustentabilidade e valorizar culturas regionais. A empresa também optou por chocolates com composição mais simples, sem aromatizantes e gordura hidrogenada.

“Nunca foi sobre vender chocolate, não foi só sobre vender produto”, afirmou Halianne. Para ela, a atuação da marca envolve criar conexões e respeitar culturas, valores e a sustentabilidade.

Inova Amazônia Summit

A experiência da Além do Cacau se relaciona ao Inova Amazônia Summit, realizado entre os dias 17 e 19 de setembro, em Rio Branco. O encontro reuniu iniciativas ligadas à biodiversidade e ao potencial econômico da Amazônia.

De acordo com o Sebrae, o evento é uma oportunidade para apresentar negócios amazônicos a compradores e investidores do Brasil e de outros países. Nesta edição, 90 pequenos negócios ligados à bioeconomia dos nove estados da Amazônia Legal participam do Summit. Também estão presentes 20 representantes de Indicações Geográficas, com rodadas de negócios nacionais e internacionais e rodadas de investimentos para startups e outros negócios inovadores.

O Acre participa com 30 startups e representantes de duas Indicações Geográficas: o açaí de Feijó e a farinha de Cruzeiro do Sul. A farinha utilizada pela Além do Cacau é, assim, apresentada em feiras, eventos e mercados fora do estado como parte da identidade do produto.

A empresa participou de iniciativas apoiadas pelo Sebrae, incluindo uma loja colaborativa durante a COP30 e a ExpoAlimentaria, feira internacional realizada na América Latina. Segundo Halianne, os produtos enviados para a loja colaborativa durante a COP30 foram vendidos integralmente.

A empresária disse que a participação em eventos ajuda a aproximar a marca dos consumidores. A Além do Cacau também participa da Expoacre há quatro anos seguidos. A proposta é fazer com que a origem da farinha esteja ligada ao valor do chocolate, conectando o produto ao território e à identidade acreana.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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