CAMPINAS — Ronaldo Caiado afirmou nesta terça-feira (8) que o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi uma decisão correta. A declaração ocorreu durante uma visita às instalações do Laboratório Sirius, em Campinas (SP).
Mendonça apontou que teria sido monitorado ilegalmente pela Polícia Federal. Para Caiado, a suspeita compromete a confiança na corporação e exige a retirada imediata dos agentes envolvidos nas áreas relacionadas ao caso.
“É inaceitável, é inadmissível, que um membro do Supremo seja ali, rastreado por uma operação da Polícia Federal”, declarou o candidato. Ele também disse que a situação representa um crime contra um integrante do Supremo Tribunal Federal.
Caiado afirmou que a Polícia Federal precisa retomar a atuação no combate ao crime, em vez de patrulhar, ameaçar ou grampear autoridades, como teria ocorrido com Mendonça. Segundo ele, a suposta conduta “destrói a credibilidade” da instituição, embora não envolva todos os seus integrantes.
Além de Rodrigues, o ministro determinou o afastamento preventivo de Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. A decisão também mandou abrir procedimentos investigatórios na Corregedoria da PF.
Mendonça ainda suspendeu a produção de relatórios da Polícia Federal sobre atos de magistrados, advogados públicos e policiais federais. A decisão é apresentada como o desdobramento mais recente de uma crise institucional em Brasília, após uma sucessão de acontecimentos nos primeiros dias deste mês de setembro.


