Candidatos ao governo do Distrito Federal apresentaram propostas para transporte público, saúde, educação, segurança e gestão de instituições públicas durante sabatinas, entrevistas e atos de campanha nesta quarta-feira (16).
A candidata à reeleição, Celina Leão (PP), divulgou estudos de viabilidade técnica para a Linha 2 do Metrô e para as linhas 1 e 3 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). De acordo com a governadora, os três projetos acrescentariam 119 km de trilhos ao sistema do DF, que atualmente tem 42 km.
A Linha 2 teria início no Gama, passaria pela EPNB e pelo terminal da Asa Sul, com chegada ao Eixo Monumental e à Praça dos Três Poderes. A estimativa apresentada é de transporte de 240 mil passageiros por dia. A Linha 1 do VLT ligaria o Aeroporto ao Noroeste, passando pelas W3 Sul e Norte. A Linha 3 conectaria Sol Nascente e Ceilândia a Taguatinga.
Celina afirmou que as obras também poderiam requalificar áreas e contribuir para a valorização de imóveis. “Com planejamento e com decisão política, você pode tirar projetos estruturantes como esse do papel”, disse.
José Roberto Arruda (PSD) participou de uma sabatina na Asa Sul. Ao ser questionado sobre o Banco de Brasília (BRB), afirmou que não pretende privatizar a instituição. Entre as propostas, citou o fechamento das agências do banco fora de Brasília e a redução de patrocínios.
Na educação, Arruda defendeu o ensino em tempo integral, com permanência dos alunos das sete da manhã às cinco da tarde e oferta de mais refeições. Para o trânsito, propôs uma quarta ponte na altura da 28, com BRT para Jardim Botânico, Mangueiral e São Sebastião. Também mencionou a duplicação da ponte do Paranoá, uma auditoria das empresas de ônibus e a remuneração por passageiro transportado, mediante licitação.
Samara Mineiro, da Unidade Popular, esteve em Sobradinho, perto do Hospital Regional, onde conversou com moradores e distribuiu panfletos. A candidata disse que priorizaria saúde e transporte público. Ela propôs a contratação de 15 mil profissionais de saúde para reduzir o tempo de espera por consultas com especialistas.
Na área de transporte, Samara defendeu a redução dos repasses às empresas privadas e o fortalecimento da TCB. “A nossa proposta é que, ao invés de passar os R$ 2 bilhões que a gente tem passado pras empresas privadas, a gente fortaleça a TCB”, declarou. A candidata também afirmou que contrataria servidores para as áreas de educação, saúde mental e assistência social.
Leandro Grass (PT) fez panfletagem em frente ao Restaurante Universitário da UnB. Aos estudantes, prometeu ampliar o programa Tarifa Zero, com passagens gratuitas durante todos os dias da semana, além de reforçar linhas de ônibus entre as regiões administrativas e a universidade.
Grass também propôs uma parceria entre a UnB e o governo para investimentos em pesquisa e inovação. Na segurança, defendeu o uso de tecnologia, a valorização da Polícia Militar e a integração das polícias com o Corpo de Bombeiros. Entre as medidas citadas estão protocolos de combate ao feminicídio, ampliação das delegacias da mulher e monitoramento de vias públicas e praças. O candidato ainda mencionou a construção de moradias para pessoas em situação de rua.
Paula Belmonte (PSDB) participou de uma entrevista do DF1 e depois esteve no centro de Ceilândia, onde conversou com comerciantes, encontrou apoiadores e participou de uma carreata. A candidata prometeu políticas para mulheres, com qualificação profissional, combate à violência doméstica e apoio a mães atípicas.
Belmonte também defendeu medidas para pequenos empreendedores, como segurança jurídica e crédito facilitado. Na saúde, propôs reforçar a atenção básica e construir um segundo hospital público em Ceilândia, além de contratar médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde e fortalecer as UBSs.
Professor Robson (PSTU) participou de um ato de funcionários da Caixa Econômica Federal em greve, no Setor de Autarquias Sul. Ele propôs transferir o controle do BRB para trabalhadores e usuários, com eleições internas para a presidência e o Conselho Diretor.
O candidato estendeu a proposta de gestão participativa às áreas de educação e saúde pública. Para hospitais, UPAs e UBSs, defendeu conselhos populares. Também propôs eleições para secretários de Estado e para as coordenações regionais de ensino.

