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Política

Direita amplia força eleitoral e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno

Desempenho do PL reduz apoio a Lula no Nordeste e enfraquece possíveis concorrentes do bolsonarismo em disputas futuras.

Direita amplia força eleitoral e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno
Foto: Charles Vieira -25.ago.26/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

A eleição deste domingo (4) consolidou uma nova onda da direita bolsonarista, com resultados que superam os de 2018 e dão ao PL uma estrutura partidária maior do que a do PSL naquela eleição. Flávio Bolsonaro deverá contar com o maior número de senadores, deputados federais e governadores para impulsionar sua campanha no segundo turno, inclusive em estados onde Lula mantém força eleitoral.

No Nordeste, Flávio alcançou 30,85% dos votos válidos. Há quatro anos, Lula venceu Jair Bolsonaro na região por uma diferença de quase 13 milhões de votos. No primeiro turno de 2022, Bolsonaro havia obtido 27% dos votos nordestinos e só ultrapassou 30% na segunda etapa.

Lula, por sua vez, caiu de 66,7% para 63,7% entre os eleitores do Nordeste no primeiro turno. Na eleição anterior, ele chegou a 69,3% na segunda etapa. O desempenho atual de Flávio pode ter sido favorecido pelo voto útil, que reduziu o espaço dos demais candidatos da direita, mas também reflete a perda de apoio do petista na região.

Governos estaduais e apoio no segundo turno

Em Alagoas, JHC (PSDB) foi eleito governador. Ele permaneceu neutro no primeiro turno para preservar votos de eleitores lulistas, mas aliados de Flávio esperam uma declaração de voto na nova etapa. Arthur Lira (PP), eleito senador no estado, também poderá integrar a campanha do candidato do PL.

Outros nomes do centrão que evitaram apoiar Flávio enquanto disputavam suas próprias eleições agora podem aderir à candidatura. Entre eles estão Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e derrotado na disputa pelo Senado no Piauí, e ACM Neto (União Brasil), que perdeu novamente o governo da Bahia para o PT.

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador sem fazer campanha para Lula e permaneceu neutro. Um senador do Novo também foi escolhido. A ruptura entre os grupos de Carlos Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), que disputaram o apoio do presidente, terminou com a derrota dos dois grupos no primeiro turno. O PL elegeu quatro deputados federais no estado, enquanto a federação do PT ficou com dois.

No Pará, Dr. Daniel (Podemos) venceu a sucessora indicada por Hélder Barbalho (MDB). Embora não tenha feito campanha para nenhum candidato à Presidência, ele recebeu apoio do PL. A expectativa da direita é que o governador eleito declare voto em Flávio no segundo turno.

Efeito sobre os adversários

Entre as estratégias de Lula para recuperar espaço nessas regiões estão a comparação de currículos com Flávio, o debate sobre o fim da escala 6x1 no Senado ao longo das próximas três semanas e o efeito residual do aumento do Bolsa Família.

O resultado também enfraqueceu nomes vistos como possíveis adversários do grupo Bolsonaro. Fernando Haddad, principal aposta do PT para suceder Lula, terminou com 35% no estado mais populoso do país, abaixo dos 44% obtidos no segundo turno de 2022. Em Pernambuco, João Campos (PSB) perdeu para Raquel Lyra (PSD).

Eduardo Leite e Ratinho Júnior, ambos do PSD, tentaram desafiar os Bolsonaro nacionalmente e foram derrotados em seus próprios territórios por candidatos do PL. Nenhum dos dois elegeu senador. Romeu Zema (Novo) manteve sua candidatura presidencial até o fim, perdeu o governo e ficou sem apoio do próprio partido.

Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, também pode sair derrotado no primeiro turno. O resultado depende da decisão da Justiça sobre a validade dos votos de Antony Garotinho (Republicanos). O desempenho da direita ainda representa um alerta para Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como nome da Faria Lima para uma futura candidatura à Presidência. Candidatos que tentaram se afastar do bolsonarismo foram derrotados em seus territórios.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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