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Política

Disputa pelo governo do RN transforma Allyson em alvo de PT e PL

Cadu Xavier e Álvaro Dias tentam levar à eleição estadual a polarização entre Lula e Bolsonaro e chegar ao segundo turno.

Disputa pelo governo do RN transforma Allyson em alvo de PT e PL

Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró e líder nas pesquisas para o governo do estado, tornou-se o principal alvo de Cadu Xavier (PT) e Álvaro Dias (PL), que disputam o segundo lugar e buscam avançar ao segundo turno.

Os dois candidatos atacam a administração de Allyson em Mossoró e tentam reproduzir, na eleição estadual, a polarização nacional entre PT e PL. Cadu adotou o nome de urna “Cadu de Lula”, associa sua candidatura ao presidente e procura vincular Allyson ao bolsonarismo. Álvaro, por sua vez, integra o campo político do senador Flávio Bolsonaro.

A campanha petista também explora a relação de Allyson com Robson Faria, que governou o Rio Grande do Norte de 2015 a 2018. Cadu afirma que a gestão deixou salários de servidores atrasados e problemas na segurança pública.

Outro tema usado pelos adversários é a Operação Mederi, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraude na área da saúde, inclusive em Mossoró. Um vídeo divulgado nesta semana mostra uma suposta conversa sobre divisão de propina, na qual Allyson aparece citado como possível beneficiário.

A Polícia Federal informou que não comenta investigações em andamento. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região disse que o processo tramita em segredo de justiça e não se manifestou sobre a autenticidade da gravação ou sobre o contexto em que ela foi produzida. Em debate na televisão, Allyson afirmou ter a consciência tranquila e disse que pediu o fim do sigilo.

Estratégias dos candidatos

A propaganda de Cadu menciona a proximidade de Allyson com os Bolsonaro e Robson Faria, além da investigação da Polícia Federal. Nas redes de Álvaro, aparecem trechos de conteúdos sobre o caso e críticas ao modelo de administração atribuído ao ex-prefeito.

Em agosto, durante ato com Lula em Natal, Cadu chamou Allyson de bolsonarista. Nesta semana, ao lado de Flávio Bolsonaro, Álvaro não citou o adversário em seu discurso. Para o cientista político José Antonio Spineli, professor titular de sociologia da UFRN, a omissão foi estratégica.

Álvaro exaltou Flávio Bolsonaro durante os sete minutos de fala e apresentou propostas comuns aos dois. Em debates e nas redes sociais, porém, também concentra críticas na atuação de Allyson como prefeito. “Estive em Mossoró recentemente. As reclamações contra ele são enormes”, afirmou.

Spineli avalia que PT e PL procuram reduzir a vantagem do líder. Os candidatos, no entanto, também trocam ataques. Cadu associa Allyson e Álvaro a Flávio Bolsonaro, enquanto os adversários exploram sua proximidade com Lula e com a governadora Fátima Bezerra (PT).

Para Alan Lacerda, professor titular do Instituto de Políticas Públicas da UFRN, a disputa tende a reunir Allyson e Álvaro caso não seja definida no dia 4. Segundo ele, o ex-prefeito evita associar a própria imagem a Lula ou aos Bolsonaro, enquanto os adversários tentam apresentá-lo como alguém sem posição definida.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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