Edvaldo Nogueira afirmou que, se for eleito senador, continuará defendendo o fim da escala 6x1 e a adoção do modelo 5x2. Para ele, a mudança permitiria aos trabalhadores estudar, se desenvolver e trabalhar de forma mais efetiva. O candidato disse que a aplicação da medida precisa considerar a situação das pequenas e microempresas.
Na entrevista, Edvaldo também declarou que sua candidatura não está isolada. Ele disse que pretende levar ao Congresso Nacional a experiência acumulada em quatro mandatos como prefeito de Aracaju e contribuir com o estado. Sobre a ausência de aliança com Fábio Mitidieri, seu antigo aliado, afirmou que o governador deveria responder pela questão.
O candidato prometeu atuar para destravar obras nas rodovias federais em Sergipe caso seja eleito. Edvaldo declarou conhecer os caminhos de ministérios, bancos e financiamentos por ter sido prefeito e presidente da Frente Nacional de Prefeitos. Também afirmou que deixou quase R$ 1 bilhão em obras atrasadas e em recursos que não foram aplicados durante sua gestão na capital.
Ao comentar a concessão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Edvaldo afirmou que os prefeitos apoiaram a medida porque os recursos obtidos contribuiriam com a Prefeitura de Aracaju. Ele ressaltou, porém, que a responsabilidade pela concessão foi do governo do estado, e não da prefeitura ou de qualquer prefeito.
Questionado sobre a licitação do transporte coletivo da Grande Aracaju, Edvaldo negou que o processo tenha sido anulado. Em 2024, o Tribunal de Contas de Sergipe aplicou multa de R$ 30 mil por irregularidades na concorrência. Em 2025, a Justiça teria alterado o processo e apontado falhas, como indícios de direcionamento e superfaturamento. O ex-prefeito afirmou que a licitação foi concluída e a classificou como a mais séria realizada durante sua gestão.
Edvaldo também negou que tenha havido remanejamento indevido de recursos da saúde para contratos administrativos. A acusação envolvia verbas de emendas destinadas à construção do primeiro centro de imagens de Aracaju, sem autorização dos vereadores.
Na entrevista, ele mencionou as obras na Avenida Hermes Fontes e ações ambientais realizadas na região, além de defender a geração de empregos e o fortalecimento do setor de petróleo e gás em Sergipe. Sobre a autonomia do Supremo Tribunal Federal, criticou o relacionamento de ministros com pessoas investigadas e afirmou que os responsáveis devem ser responsabilizados. Nas considerações finais, disse que pretende dar orgulho ao povo sergipano e que é possível fazer política com ética.


