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Política

Entidades dizem que campanha de Lula negou drone para medir ato na Paulista

Monitor do Debate Político e More in Common Brasil afirmam que não receberam autorização para estimar o público da manifestação.

Entidades dizem que campanha de Lula negou drone para medir ato na Paulista
Foto: Folhapress

O Monitor do Debate Político no Meio Digital e a More in Common Brasil afirmam que não puderam estimar o público da manifestação realizada neste domingo na avenida Paulista porque a campanha do presidente Lula não autorizou o sobrevoo de um drone. As entidades dizem que fizeram pedidos semelhantes para outros atos ligados à candidatura petista e que esta foi a terceira vez em que a contagem não pôde ser realizada durante a campanha.

O Monitor é ligado ao Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e à USP (Universidade de São Paulo). As organizações afirmam que utilizam imagens aéreas para calcular a quantidade de pessoas em manifestações públicas e que aplicam a mesma metodologia a atos de diferentes grupos políticos.

Pedidos e critérios de segurança

Segundo nota das entidades, houve solicitações para sobrevoar o lançamento da campanha em São Bernardo do Campo, em 16 de agosto, um ato em São Paulo em 3 de outubro e a manifestação deste domingo. “Todos os pedidos foram negados”, afirmam.

O Monitor e a More in Common dizem reconhecer a necessidade de protocolos de segurança. As organizações afirmam que não usam drones em eventos com a presença do presidente sem autorização e que a contagem depende da liberação da campanha e da equipe responsável pela segurança.

As entidades questionam, porém, a produção de imagens aéreas do ato de domingo, que depois foram divulgadas por veículos de imprensa e por perfis que classificam como alinhados à campanha. “Se há sobrevoos permitidos para produzir imagens de divulgação, a recusa a uma equipe de pesquisa independente, com histórico público de trabalho, deixa de ser uma questão técnica e passa a ser uma escolha”, afirmam.

A segurança do presidente da República é atribuída ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que também planeja e coordena eventos com a presença presidencial. Pela legislação, os locais onde o presidente esteja, ou esteja prestes a estar, e as áreas adjacentes são considerados áreas de segurança.

O órgão adota restrições ao uso de drones em eventos com autoridades. Nas comemorações do 7 de Setembro deste ano em Brasília, o GSI e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estabeleceram uma Zona de Restrição de Voo na região do desfile cívico-militar. Drones foram proibidos dentro da área delimitada, com exceção dos pertencentes a órgãos de segurança pública e a instituições previamente autorizadas. O descumprimento poderia levar a medidas de mitigação e sanções administrativas, civis e penais.

Levantamentos anteriores

As entidades disseram ter contado manifestações convocadas pelo deputado Nikolas Ferreira na Paulista, com estimativa de 20,4 mil pessoas no horário de pico, e o lançamento da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Copacabana, que teria reunido 8.900 pessoas.

Em 2022, quando Lula ainda não ocupava a Presidência, a candidatura autorizou o sobrevoo de um comício no Vale do Anhangabaú. Na ocasião, o Monitor estimou público de 9.580 pessoas.

Batizada de Marcha pela Democracia, a manifestação deste domingo foi convocada por estudantes, grupos de fãs, movimentos sociais e partidos de esquerda. Lula participou do ato e direcionou parte do discurso aos jovens. A concentração ocupou 12 quarteirões da avenida Paulista e levou o Metrô a fechar temporariamente a estação Trianon-Masp.

As entidades renovaram o pedido de autorização para eventuais manifestações até o fim do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Também afirmaram estar disponíveis para contar atos da candidatura de Flávio Bolsonaro sob os mesmos critérios.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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