RIO DE JANEIRO — A manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu parlamentares, estudantes, sindicalistas e famílias na orla de Copacabana nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. Lula permaneceu em Brasília e não participou do ato.
A concentração começou às 12h e, por volta das 12h40, ocupava quatro quarteirões da avenida Atlântica, entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira. Depois, o público se espalhou pela areia, enquanto os trios elétricos avançavam pela avenida. A Polícia Militar informou que não tinha estimativa do número de participantes.
Entre as pautas presentes nos discursos e cartazes estavam o fim da escala 6x1, defesa dos trabalhadores e críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A jornada foi descrita no ato como seis dias de trabalho e um de descanso na semana.
Os apoiadores também apresentaram Flávio como uma possível ameaça à democracia, à Constituição e a políticas públicas. A relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, foi alvo de críticas, assim como os acenos do presidenciável ao governo de Donald Trump.
Mobilização no Rio
O vermelho do PT predominou entre os participantes, com presença de jovens e idosos. A padroeira do Brasil foi mencionada durante os discursos. Nossa Senhora Aparecida entrou no centro de uma polêmica eleitoral após a circulação de uma notícia falsa segundo a qual Flávio defenderia a retirada do título de padroeira do país.
A lista de políticos presentes incluiu os deputados federais Benedita da Silva (PT), Glauber Braga (PSOL), Jandira Feghali (PC do B) e Lindbergh Farias (PT), todos do Rio de Janeiro.
Em outro ato pró-Lula, realizado em frente aos arcos da Lapa, na região central, Lindbergh comparou a mobilização atual ao movimento dos caras-pintadas, que liderou em 1992, quando era presidente da União Nacional dos Estudantes, pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. “Desde os caras-pintadas”, afirmou, ao falar sobre o período desde a última vez em que, na avaliação dele, tanta gente ocupou as ruas.
Os discursos eram ouvidos com mais clareza nas proximidades do trio elétrico que levava as lideranças. A presença de músicos, que tocaram para parte do público, também dificultou a escuta das falas.
Atos em outras cidades
A agenda integra uma mobilização da esquerda para ampliar o apoio a Lula. O presidente ficou atrás de Flávio no primeiro turno, e os dois disputarão novamente a eleição no segundo turno, marcado para o próximo dia 25. A estratégia do PT inclui reduzir a abstenção e pedir à militância que tente convencer eleitores a mudar de voto.
No fim de semana, houve manifestações favoráveis a Lula em diferentes pontos do país. Em São Paulo, uma multidão se reuniu com o petista na avenida Paulista no domingo (11). Nesta segunda, apoiadores também fizeram um ato na região da Barra, em Salvador.
No Recife, uma passeata saiu no domingo do parque 13 de Maio em direção ao Marco Zero. A convocação foi feita por entidades estudantis, entre elas a UNE, a UEP, o DCE-UFPE, a APG-UFPE e a ANPG.
Uma caminhada estava prevista para Fortaleza nesta segunda-feira. Para terça-feira (13), o Comitê Popular de Luta informou a previsão de atos em Belém, Salvador, Fortaleza, Riacho Dantas (SE), Brasília, Campo Grande, Divinópolis (MG), São Paulo e Porto Alegre.


